quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Beber antes de fumar atenua o efeito do tabaco!

De acordo com The American Journal of Medicine, há benefícios no consumo de vinho antes de fumar isto porque o vinho permite a proteção das artérias para enfrentar os efeitos negativos do tabaco. Já há muito que ouvimos falar dos benefícios do vinho e eis que surge mais um estudo a estimular o consumo da bebida.
Como todos sabemos, a única forma de evitarmos os efeitos nocivos do tabaco é a abstinência. No entanto, graças aos elevados níveis de fenol no vinho tinto, é estimulada a formação de óxido nítrico, rejuvenescendo as artérias. Assim, beber um ou dois copos por dia antes de fumar, protege os vasos sanguíneos dos danos do tabaco dado que que reduz a inflamação e retarda o processo de envelhecimento das células.
No estudo, foram analisados 20 indivíduos não fumadores que se tornaram voluntários para inalar fumo. Na experiência em que consumiram previamente vinho, este permitiu a libertação de micropartículas nas paredes das artérias, diminuição da inflamação e retardou em 56% a atividade da enzima telomerase, associada ao consumo de tabaco.
Este estudo apenas foi aplicado a jovens e não a idosos nem fumadores habituais. Aconselha-se o consumo de vinho meia hora antes de fumar. Uma vez que a maioria dos fumadores, consomem diversos cigarros por dia, não é recomendável o consumo de um copo de vinho por cada cigarro. Apenas é recomendado a fumadores ocasionais.
Pelo sim pelo não, beba vinho e não fume, a melhor opção!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Torre de Menagem - alvarinho e trajadura!

Hoje venho trazer-vos um vinho que tive a oportunidade de degustar recentemente numa prova, uma excelente oportunidade de compra, o Torre de Menagem 2015, alvarinho e trajadura das Quintas de Melgaço.

Vejamos um pouco sobre a vinícola.

As Quintas de Melgaço é uma vinícola situada na sub-região de Monção e Melgaço da região demarcada dos vinhos verdes. Trata-se de uma das vinícolas que lidera o mercado dos vinhos verdes, havendo um destaque maior do Alvarinho, a casta estrela da região. Já com vários prémios conquistados e com a aposta no enoturismo, temos conhecido grandes vinhos desta produtora. Recentemente, têm brilhado nos concursos internacionais o espumante alvarinho super reserva e o quintas de melgaço vinhas velhas!

O “Torre de Menagem” é um vinho que traz ao consumidor final uma oportunidade de degustar um alvarinho com uma excelente relação qualidade/preço. Composto por Alvarinho e Trajadura, a combinação perfeita, é um vinho superior a muitos “vinhos verdes” com preços inflacionados.

Vejamos então as características:

Origem: DOC Vinho verde
Castas: Alvarinho e Trajadura
Vinificação: Prensagem suave e decantação de 8 a 12 horas a uma temperatura controlada entre 12 - 16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 16 - 18º C.
Estágio: Cubas de Inox
Álcool: 12%
Temperatura recomendada: 8ºC a 10ºC
PVP: 3,49€

Notas de Prova: Um vinho de cor citrina, límpida com aromas a frutos tropicais. Na boca aromático, fresco, com acidez controlada e um corpo elegante.


É sem duvida uma excelente aquisição para o preço. Este vinho prova que nem sempre é necessário gastarmos muito para termos um bom vinho. Para muitos apreciadores estamos perante o melhor blend de alvarinho e trajadura. Experimente e partilhe connosco a sua opinião. 


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A temperatura ideal dos vinhos brancos!

Conforme falámos na postagem sobre a temperatura do vinho tinto, a temperatura pode matar um bom vinho e melhorar um não tão bom. A temperatura poderá alterar totalmente a perceção do vinho! No caso do vinho branco, como em geral tem que ser sempre refrigerado, a única forma de acertar na temperatura é o uso de termómetro! Não há nada pior que um vinho branco servido quente!

Vejamos algumas ideias:

  1. A temperatura elevada do vinho branco permite a evaporação da intensidade aromática. A intensidade dos aromas diminuem aos 12ºC e neutralizam-se nos 8ºC.
  2. A temperatura demasiada baixa torna o vinho branco sem qualquer aroma.
  3. Há medida que a temperatura aumenta, é realçada a doçura do vinho. Vinhos tendencialmente doces deverão ser servidos bem frescos.
  4. Quanto maior a complexidade e o corpo do vinho branco, maior deverá ser a temperatura para apreciação dos aromas. No caso dos vinhos jovens, estes são  beneficiados com temperaturas mais baixas.
  5. No caso dos vinhos mais ácidos como o Vinho Verde, devem ser servidos a temperaturas baixas de forma a neutralizar a acidez.
Excepcionalmente, há alguns grandes brancos (geralmente reservas) que podem ser servidos entre 12ºC e 14ºC. Antes de experimentar, recomendamos sempre a leitura do rótulo do vinho e as indicações das vinícolas. Nos dias mais quentes, é aconselhável o arrefecimento da garrafa uns graus abaixo do recomendado pois no copo o vinho irá rapidamente aquecer. Iremos futuramente falar de formas para manter a garrafa fresca.


Quando servir um vinho branco não se esqueça, a temperatura é crucial! 


sábado, 26 de novembro de 2016

Mercado do Vinho do Porto a crescer em Portugal!

É com enorme satisfação que soube do crescimento exponencial do consumo de vinho do Porto em Portugal. É certo que desde 2011, temos evidenciado esta tendência mas em 2016 o consumo em Portugal aproximou-se da França com 19% do mercado face aos 21% franceses. Torna-se assim evidente que os portugueses estão a comprar mais vinho do Porto e isso também é empiricamente visto com o crescimento do interesse da geração mais nova.
O crescimento é também influenciado pelo crescimento exponencial do enoturimo na região demarcada do Douro. Mais turistas a visitar resulta em mais provas e numa maior aquisição de garrafas. Não é por acaso que as caves de vinho do Porto em Gaia registam um milhão de visitas por ano.
Para além do interesse crescente do consumidor português, é também registada a procura maior por vinhos do Porto mais caros e de elevada qualidade. Enquanto que anteriormente o português procurava vinhos de gama de entrada, hoje é um consumidor interessado em Vintages e grandes colheitas.
A par do crescimento do consumo foi também registado este ano o aumento de 3,7% do preço médio por litro, tornando-se assim um vinho ainda mais valorizado! O vinho do Porto está na moda em Portugal e espero que futuramente se valorize ainda mais este vinho fortificado tão importante para o país. 

Um brinde ao vinho do Porto!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os vinhos monovarietais!

Uma das primeiras questões que é colocada no ato de compra de um vinho é a escolha das castas. Se, para alguns apreciadores a escolha é fácil para outros não. Há medida que vamos experimentando diferentes castas e blends (combinação de castas) vamos registando as nossas preferências.

O que são afinal os vinhos monovarietais?

Estamos a falar de vinhos produzidos apenas com uma casta e que têm crescido bastante no mercado. Muitas vinícolas têm criado excelentes monocastas com o intuito de valorizar ao máximo as castas da região. Desde o Alvarinho na região dos Vinhos verdes até ao Syrah no Alentejo, estes vinhos são por vezes mal vistos pois segundo alguns argumentos, só se consegue atingir o equilíbrio perfeito com a combinação das castas. Se para um enólogo é desafiante conseguir um blend excelente, arrisco a dizer que fazer um grande vinho com uma casta é estimulante.

Vemos no mercado alguns sucessos conhecidos como os monovarietais da Casa Ermelinda Freitas, Alvarinho Soalheiro e o verdelho da Herdade do Esporão.
A grande vantagem dos vinhos monocasta é o facto de facilitar a escolha do consumidor não tão experiente. Ao simpatizar com um Syrah do Alentejo, será fácil apreciar qualquer vinho com a mesma casta e região. No caso dos blends a tarefa torna-se mais complicada pois com o aumento das combinações possíveis e percentagens distintas de cada casta, torna-se mais difícil na previsão da degustação.


Por fim, considero que estes vinhos também permitem descobrir a verdadeira identidade e singularidade de cada casta. Para quem quer aprofundar o conhecimento no mundo vinícola e compreender melhor os blends deverá primeiramente entender cada casta.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Chegou o dia do Peru!

Um dos dias mais ansiados pelos Estados Unidos e Canadá chegou. O dia de ações de graças (thanksgiving day), um feriado criado para demonstrar gratidão a Deus pelas bênçãos adquiridas durante o ano. É também o dia do Peru, a refeição típica deste dia! A par do Natal e do Ano Novo, é um dos feriados mais importantes nos EUA.
Neste dia, lá estará o famoso peru com a pele assada a brilhar no meio de uma mesa enorme! Geralmente acompanhado com batata-doce, tarte de maça, torta de nozes entre muitas especialidades americanas.
A questão que colocamos é qual o melhor vinho para este dia especial? 
  1. Primeiro elemento importante é o facto do jantar iniciar ao final do dia e prolongar-se pela noite dentro. Estando em família, as conversas prolongam-se por horas. Assim, os vinhos mais leves e refrescantes são uma boa opção para preparar os paladares para uma noite de muita comida. Optar por vinhos muito alcoólicos não é recomendável.
  2. A grande estrela da noite é o Peru, uma carne considerada neutra e que combina bem com qualquer vinho. É necessário então olhar para todos os elementos da festividade. Geralmente o peru é acompanhado por batata doce, vegetais, cogumelos, frutos secos e molhos de frutas de baga.
Vejamos então algumas opções:
  1. Vinhos brancos - Os brancos mais frescos combinam na perfeição com o peru assado e a doçura das batatas doces. Os brancos mais secos podem matar a doçura das frutas pelo que é aconselhável alguma doçura q.b.
  2. Os espumantes sãos os vinhos mais versáteis e são sempre uma opção para um bom assado. É recomendável um vinho jovem e frutado de forma a combinar com os elementos da mesa do Dia de ações de graças.
  3. O vinho tinto deve ser frutado, fresco e com taninos suaves. Os vinhos tintos mais secos e complexos deverão ser evitados de forma a não agredir os aromas frutados e suaves da festividade.
Apesar de em Portugal, não comemorarmos este dia, fica no entanto uma sugestão para quem quiser experimentar uma aventura gastronómica diferente.

A sub-região do baixo Corgo, o berço do Douro.

O grande amável Douro, é simplesmente a região vinícola demarcada mais antiga e é igualmente património da humanidade da Unesco! O seu nome deve-se ao rio que atravessa montes e vales desde Freixo espada à Cintra até à foz no Porto. Com uma das paisagens mais admiradas, encontra-se dividido em 3 sub-regiões: baixo corgo, cima corgo e douro superior. A região para além de produzir o famoso vinho do Porto, hoje é reconhecido pelos excelentes vinhos tintos e brancos. Da sua paisagem, destacamos os socalcos que foram construídos nos montes, mostrando uma beleza inconfundível.

Hoje vamos falar do Baixo-corgo.

Região vitivinícola do Douro
A sub-região do baixo corgo é a região mais a oeste do Douro, e compreende a região desde Barqueiros até ao rio corgo. Das 3 sub-regiões é a com menor território mas apresenta maior percentagem de ocupação de vinhas plantadas. Foi o berço da viticultura na região do Douro e hoje é uma região com elevada produção de vinhos do Porto.

Com 14000 hectares de plantação, a sub-região tem quase 16000 produtores havendo assim poucos hectares por cada produtor. Com maior pluviosidade e o clima mais ameno que as restantes sub-regiões, o baixo corgo produz vinhos do Porto mais jovens. O clima de influência atlântica, permite igualmente solos mais férteis e elevada produção.


Apesar da tradição do vinho do Porto, hoje o baixo corgo tem revelado excelente qualidade na produção de vinhos de mesa devido ao clima mais ameno. Os seus vinhos são geralmente mais jovens e frescos apresentando igualmente um carácter frutado. As castas cultivadas são idênticas nas sub-regiões, vemos em destaque a tintas touriga nacional, touriga franca, tinta barroca, tinta Roriz e tinto cão; nas brancas a Malvasia fina, o gouveio, o rabigato e o viosinho. 

Não deixe de visitar esta região e desfrute de um bom vinho duriense. 


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vinhas de pegões, syrah 2015.

Tenho ouvido recentemente alguns comentários menos positivos sobre a região vitivinicula de Setúbal. Daquilo que me apercebo, o senso comum diz que a região de Setúbal não é a melhor região de vinhos. Nao sei porquê?! Tenho degustado bons tintos da região e têm ficado acima das expetativas, melhores que muitos alentejanos ou durienses.
Nesse sentido, hoje resolvi trazer um vinho muito interessante que provei recentemente: Vinhas de Pegões Syarh 2015.

Este vinho produzido pela Adega de pegões, é feito 100% com Syrah, uma casta muito apreciada e valorosa. Estamos perante um excelente exemplo da adaptação do Syrah ao território português. Esta vinícola tem produzido excelentes vinhos e já se destaca a nível nacional como uma vinícola premiada com um grande crescimento! Foi então no ano de 2015 que foi lançado um excelente syrah com uma safra única.

Vejamos algumas características do vinho:

Vinicola: Adega de Pegões
Castas: Syrah
Ano: 2015
Vinificação: Fermentação alcoólica em cubas lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada.
Envelhecimento: 4 meses em barricas de carvalho francês e americano e mais 4 meses em garrafa.
Teor alcoólico: 14%
Longevidade prevista pelo produtor: Evolução positiva prevista para pelo menos 7 anos.
PVP: 2,99€

Notas de prova: Um vinho de cor ruby com nariz intenso a fruta vermelha e preta, madeira bem integrada. Na boca é redondo e equilibrado. Os taninos estão bem ajustados e o vinho apresenta um bom corpo. Final longo, persistente e seco.

Algo surpreendente neste vinho é a percepção que nos dá de estarmos a beber um vinho com mais alguns anos. Para além disso, tem uma excelente qualidade/preço e é ideal para acompanhar carnes e pratos mais fortes. Uma opção infalível para este inverno. Experimentem!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Vinho frisante é espumante?!

Para muitos, um vinho gaseificado é necessariamente um espumante ou champagne. A verdade é que a confusão persiste. Já falámos da diferença entre espumante e champagne e hoje vamos falar sobre outro tipo de vinho confundido por espumante: o vinho frisante.

O que é um vinho frisante afinal?

O vinho frisante é um vinho com um pouco de gás carbónico cujo o gás é gerado no processo de fermentação da uva. São vinhos jovens, leves e geralmente frescos. A grande diferença destes vinhos para o espumante é que têm metade do gás e menos espuma devido ao facto do espumante sofrer mais uma fermentação que o frisante. Na produção são usadas essencialmente uvas de regiões mais frescas e altas para que se possa gerar vinhos frescos e com alguma acidez. Enquanto que os espumantes, geralmente repousam dois anos e sofrem com frequência processo de envelhecimento, os vinhos frisantes são vinhos para serem bebidos jovens. Podemos também evidenciar o menor grau alcoólico dos vinhos frisantes face aos restantes. O vinho frisante mais famoso é o italiano Lambrusco!

Quando devem ser bebidos?

Os vinhos frisantes assim como os espumantes, são vinhos muito versáteis. Podem acompanhar facilmente entradas, aperitivos, pratos principais e até sobremesas. A comida mediterrânica é perfeita para este vinho. Experimente um frisante com pizzas, massas italianas, frango assado e mariscadas. Os vinhos rosés são uma opção segura para acompanhar sobremesas.

E vocês, o que acham dos vinhos frisantes? 

domingo, 20 de novembro de 2016

O que é um vinho de inverno?

O tempo está a arrefecer e começamos a querer comidas de inverno. Com a aproximação de uma nova estação, começo a ouvir vários entendidos a falar nos “vinhos de inverno”. Mas afinal o que são vinhos de inverno?

Os tintos de inverno.

Tradicionalmente o verdadeiro vinho de inverno, os tintos acompanham bem os pratos quentes e fortes mais habituais da estação como assados, carnes, massas, sopas entre outros. Sendo uma época fria, muitos aproveitam para degustar vinhos mais alcoólicos, encorpados acima de tudo calorosos. Há quem afirme que os vinhos tintos com mais álcool devem ser consumidos no inverno. Quanto mais encorpado, potente e complexo o vinho, melhor acompanhará as verdadeiras comidas de inverno usualmente pesadas e com molhos densos.

Os brancos de inverno.

Geralmente associado ao verão, tem sido difícil para o vinho branco conquistar o mercado no inverno uma vez que este deve ser servido a temperaturas mais frescas que o vinho tinto. No entanto, há vários pratos de inverno que podem fazer brilhar o vinho branco como a caldeirada de peixe. Dada a complexidade dos pratos de inverno, associa-se um vinho branco de inverno a vinhos mais complexos, estruturados e com intervenção da madeira. O carácter alcoólico do vinho também é relevante sendo aconselhado a degustação de vinhos brancos mais alcoólicos para esta estação. Os de origens de regiões com climas mais quentes geralmente são mais calorosos e mais indicados para esta estação.  

Por fim, os rosés normalmente são identificados como vinhos de primavera ou verão e também não têm lugar no Inverno. No entanto, podemos encontrar no mercado rosés mais complexos que são uma alternativa para acompanhar por exemplo um frango assado. Já os espumantes sofrem do mesmo mal dos vinhos brancos.

Neste inverno frio, não há nada melhor que uma lareira acesa e um copo de vinho! Aproveite esta estação para desfrutar dos vinhos mais complexos e alcoólicos.



sábado, 19 de novembro de 2016

Como oferecer uma garrafa de vinho neste natal?

Aproxima-se a época de natal e já andam todos à caça de bons presentes para oferecer. Vinho é sem dúvida uma opção elegante e segura que não deixa mal ninguém. Se para oferecer a alguém próximo é fácil a escolha, para quem não conhecemos tão bem torna-se uma tarefa difícil.

A regra básica é estar atento aos vinhos que a pessoa consome. Devemos primeiro investigar se a pessoa tem preferência por vinho branco ou tinto, região vinícola, casta etc… Com a rede social facebook por vezes também conseguimos descobrir alguns pormenores. Se a pessoa gosta de um vinho com a combinação das castas X e Y da região A, então experimente procurar vinhos com as mesmas castas e da mesma região.

No entanto, uma vez que a decisão por vezes é complexa, deixamos assim algumas dicas:

  • 1.    No geral, podemos oferecer um pack de vinhos ou uma garrafa especial. Nesta época, nos supermercados começamos a ver as garrafas magnum (1,5 lt) que são uma opção interessante
  • 2.    Caso a pessoa seja iniciante no mundo dos vinhos é mais aconselhável a oferta de um pack com vinhos variados de diversas regiões. Se não encontrar packs já feitos, faça você mesmo.
  • 3.    Podemos encontrar facilmente vinhos monovarietais com castas bastante famosas como Alvarinho e Syrah. É sempre uma oferta agradável.
  •  4.    No caso de não ter a certeza se a pessoa aprecia vinho tinto ou branco, opte por uma de cada para não falhar.
  •  5.    Caso a pessoa seja especialista de vinhos, o ideal é oferecer apenas uma garrafa premiada de uma vinícola conceituada. Na dúvida, pesquise primeiro. Neste caso, evite oferecer vinhos de gama de entrada e opte pelas grandes reservas.
  •  6.    Ofereça um vinho diferente e nunca o vinho que a pessoa habitualmente bebe. A prenda de natal deve ser especial e diferente.

 Por fim, deixo a dica para quem quiser oferecer apenas uma garrafa. Podemos encontrar facilmente sacas próprias para garrafa que darão um toque de classe ao seu presente.

Boas compras!



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A nova campanha de Monção e Melgaço!

Já está nas ruas (pelo menos do Porto), a campanha de Monção e Melgaço em prol do seu famoso Alvarinho. Uma campanha de três milhões de euros para um período de seis anos que visa promover os vinhos da região e a sua casta pérola “o Alvarinho”. O projeto inicia a promoção no território nacional mas tem o objetivo de alargar para o mercado externo.

Primeiramente o grande objetivo da comissão vitivinícola dos vinhos verdes, é o destaque da exclusividade do Alvarinho em Monção e Melgaço. Apesar da casta estar cultivada em várias regiões vitivinícolas, apenas atinge o seu esplendor na região a norte dos vinhos verdes. Vemos perfeitamente através do anúncio publicitário o reforço que a verdadeira origem do Alvarinho é em Monção e Melgaço, detonando as outras regiões que também a cultivam. Será que os Alvarinhos de outras regiões são assim tão inferiores? Fica uma ideia para uma prova cega futura. 

Em segundo lugar, o anúncio vem destacar ao consumidor final, a localização de Monção e Melgaço, transmitindo a referência que são na região dos vinhos verdes. Não haverá bons alvarinhos nas restantes sub-regiões? Não haverá uma ideia de supremacia desta sub-região?

Por fim, considero que o anúncio demonstra algum carácter sério e credível da mensagem a ser transmitida. Certamente, terá algum impacto negativo no comércio de Alvarinhos fora da região “mãe”. Fica também a incógnita sobre a capacidade de imposição das outras sub-regiões dos vinhos verdes. Sem dúvida, um objeto de estudo para provas! Veremos o que esta campanha nos irá mostrar!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Marisco só com vinho branco?!

Ontem foi o dia nacional do mar e não podíamos deixar de falar de um dos membros importantes da gastronomia portuguesa: o marisco. Desde grelhado a estufado, o marisco ganha seguidores fieis por onde passa. Portugal tem o costume de consumir mariscos ao natural mas também bem acompanhados com arroz e caldeiradas. A questão que colocamos hoje é que vinho devo optar para harmonizar.

Em geral, o marisco apresenta sabores frescos e delicados pelo que nunca deverá ser acompanhado por vinhos fortes. Dada a frescura e acidez, os vinhos ideais são frescos, ácidos e leves. No entanto dentro do mundo dos mariscos há diversas opções com sabores e textura distintas.

Vejamos algumas ideias:

  • 1.    Os vinhos rosés frescos são uma das opções. Dados os seus aromas a frutos vermelhos equilibram na perfeição com a suavidade do marisco. No caso de pratos com molho, um rosé mais seco é perfeito.  
  • 2.    Um vinho especialmente versátil como o espumante, acompanha na perfeição pratos de marisco principalmente os mais leves. Devem ser servidos bem frescos.  
  • 3.    O vinho branco é considerada a opção principal para acompanhar marisco. Devem ser secos, frescos e um pouco ácidos. O vinho verde é uma das opções perfeitas para mariscos grelhados! No caso de pratos mais exigentes com molhos e especiarias mais fortes, é recomendável um branco com madeira mais estruturado. No caso de pratos picantes, é aconselhável um vinho com alguma doçura de forma a equilibrar a explosão do prato.

O vinho tinto, em geral, não é recomendado para acompanhar mariscos pois sobrepõe-se aos sabores deliciados do prato. No entanto, no caso de mariscos cozidos há quem recomende vinho tinto pelo que não é uma relação impossível!
Como qualquer harmonização, a decisão ficará ao gosto de cada um.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Madalena do Pico - cidade portuguesa do vinho 2017!

Foi finalmente anunciado o vencedor do concurso para a Cidade Portuguesa do Vinho de 2017 – Madalena do Pico nos Açores. O objetivo deste concurso é valorizar e promover as regiões vinícolas mas acima de tudo trazer um dinamismo económico, gastronómico e cultural a uma cidade cuja atividade vinícola é crucial. Após uma disputa renhida, este ano foi escolhida uma região demarcada dos Açores. Muitas vezes não são vistos como uma região de vinhos, mas a verdade é que a história vinícola dos Açores remonta o século XV. Em 2004 a vinha da ilha do Pico foi classificada como Património Mundial pela Unesco estando incluída nas 13 regiões vinícolas com essa classificação. O grande objectivo deste protejo para o município é o aposta no enoturismo.

 A ilha do Pico iniciou-se no mundo dos vinhos com vinhos licorosos brancos com base nas castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez. Já no século XVII exportava-se para a maioria dos países europeus. Um vinho geralmente de tom dourado, doce com estágio em madeira.

Com a necessidade de expansão no mercado, a região começou a produzir vinhos brancos e espumantes com as mesmas castas. Atualmente, são produzidos mais de meio milhão de litros!

Lajido
Vinho licoroso DOC Pico
Com solos vulcânicos e um clima marítimo ameno e húmido, as vinhas são abrigadas da precipitação, do vento e do ar salgado do mar através dos currais, muros de pedras em volta das vinhas. Essa construção foi considerada uma das mais complexas realizadas pelo Homem. 

Com esta nomeação, teremos uma maior divulgação dos vinhos e do enoturismo da região.  O vinho licoroso é uma excelente opção de oferta para este Natal. Excelente para acompanhar sobremesas e petiscos. Fica também uma sugestão para uma viagem em 2017!


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Fernão Pires, a pérola do Tejo!

Fonte: O Grande Livro das Castas
A apaixonante casta Fernão pires (ou Maria Gomes na Bairrada) é amada por muitos devido ao seu carácter jovem e frutado mas desconsiderada por outros devido à sua simplicidade. Uma das castas brancas mais plantadas em Portugal, o seu lar predileto é a região da Bairrada, Lisboa, Setúbal e principalmente o Tejo.
Na grande imensidão das castas portuguesas, a Fernão Pires, na região do Tejo tem brilhado, sendo uma casta tão exuberante que é difícil um enólogo produzir um mau vinho. Produz vinhos ricamente perfumados com uma acidez baixa e acrescenta aromas intensos frutados e florais aos lotes. Dada a sua riqueza e versatilidade, é utilizada para a produção de vinhos jovens, espumantes, frisantes, licorosos e para colheitas tardias com objetivo de produção de vinhos doces.
Em geral os seus mostos são menos concentrados e menos alcoólicos. No entanto, apesar de na sua grande maioria produzir vinhos jovens, leves e frutados, também pode ser utilizada para vinhos encorpados através de por exemplo da colheita tardia.

Planície Branco 2015
Venho hoje partilhar com vocês um vinho monocasta Fernão Pires da região do Tejo que tive oportunidade de degustar. Estamos a falar do “Planície branco 2015”! Um vinho com excelente relação qualidade/preço que demonstra fielmente o carácter jovem e frutado desta casta. Cumpre aquilo que promete! Um vinho simples mas muito agradável. 
Planície 2015
Casta: Fernão Pires
Região: Tejo
Vinícola: Adega de Almeirim
Álcool: 12%
Fermentação a baixas temperaturas
Notas de prova: Um vinho de cor amarelo palha com nuances esverdeadas. No nariz muito aromático, floral com uma boa presença de abacaxi. Na boca é um vinho simples, suave, frutado e equilibrado. Um vinho jovem e gastronómico.
PVP: 1.68€



E vocês já experimentaram esta casta? Se não, não perca a oportunidade. 


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Diabetes e vinho, relação proibida?


Hoje é o dia mundial dos diabetes e não podíamos deixar de nos dirigir a quem sofre desta doença. Ainda há muitas dúvidas sobre se os diabéticos podem ou não beber vinho. Apesar da grande infusão dos benefícios do vinho, há quem ainda tenha receio dos seus malefícios. Fomos então investigar o que a comunidade cientifica diz sobre este assunto e descobrimos o seguinte:
  1. De todas as bebidas alcoólicas, o vinho é a mais favorável para dos diabéticos.
  2. O consumo regular de vinho equivalente a 48gramas de álcool (2 copos de vinho), esta associado a uma redução de 30% no risco de ter diabetes. As doses de álcool melhoram a sensibilidade à insulina e potenciam o uso na nossa glicose. (fonte: Diabetes Care)
  3. Um estudo Israelita mostrou que o consumo de um copo de vinho por dia é capaz de diminuir a glicemia. (fonte: Diabetes care)
  4. Após o acompanhamento de diabéticos do tipo 2 durante 2 anos, o consumo diário de vinho tinto, trouxe uma melhoria nos níveis de colesterol e da qualidade do sono.(fonte: Diabetes care)
  5. Um estudo com 900 idosos diabéticos provou que o consumo de pelo menos 14gr de álcool, reduz o risco de morte de doenças cardíacas (fonte: revista JAMA)
  6. O vinho mais indicado para diabéticos é o tinto seco dado o nível baixo de açúcar.
  7. Os diabéticos podem beber vinho caso a doença esteja controlada e monitorizem regularmente os níveis de açúcar.

Apesar de todos os estudos científicos, cada caso deverá ser avaliado previamente pelo médico. No entanto, o vinho não deverá ser visto como algo mau ou negativo para a saúde, pelo contrário! Para quem não sofre de diabetes, o consumo regular de vinho previne o aparecimento da doença!

domingo, 13 de novembro de 2016

A explosão do enoturismo!

Outrora pouco divulgado, mas agora protagonista, o enoturismo tem sofrido uma ampla divulgação e crescido em Portugal a olhos vistos. Hoje comemoramos o dia europeu do enoturismo e o nosso país está no topo desta atividade. 
No segmento do turismo, esta atividade permite ao turista apreciar todo o processo de produção de vinho e a sua cultura e tradição. A par disso, possibilita um aprofundamento no conhecimento dos aromas e sabores do vinho. Inicialmente o enoturismo era de cariz rural mas hoje há inúmeros eventos e rotas urbanas. Sendo ainda uma atividade para um nicho de amantes do vinho, a prática encontra-se em amplo crescimento em Portugal, tendo uma grande procura do Reino Unido, França, Brasil, Espanha e Alemanha.
Para além das provas de vinhos, o enoturismo também contempla refeições com harmonizações especiais, exposições e toda a atividade intrínseca ao processo de vinificação como a pisa da uva. Mais recentemente verificamos a organização de feiras, museus, rotas gastronómicas e provas.
Encontramos em Portugal as duas regiões com mais turistas em destaque:
1.    Douro – Região iniciante do enoturismo em Portugal. As visitas às caves do Vinho do Porto remontam os anos 50 do século XX. Hoje o Douro tem uma atenção especial para além dos vinhos fortificados. O Douro tem sido alvo de grande procura turística na visita às vinícolas mas também nos cruzeiros do Douro. Não é por acaso que a paisagem do Douro foi classificada pela Unesco como património mundial!
2.    Alentejo – Conhecido pelas suas planícies vinícolas, é onde encontramos grandes vinícolas portuguesas com projetos de enoturismo formidáveis. Em 2014 foi eleita a melhor região vinícola para visitar segundo o jornal americano USA Today.

Hoje os grandes tubarões da vinicultura em Portugal oferecem propostas amplas e atrativas no mundo do enoturismo. Dado o franco crescimento, estarei expectante com a evolução deste nicho de mercado! já experimentaram?


sábado, 12 de novembro de 2016

Espumantes não são vinhos só para festas!

 A estrela das celebrações, os espumantes, com as suas bolhas brilhantes e os seus aromas agradáveis encantam todos! Convidado assíduo em casamentos e festas, é sempre visto como uma bebida para ocasiões especiais. No entanto, os espumantes são dos vinhos mais versáteis para acompanhar refeições! Quantas vezes adquirimos espumantes para acompanhar refeições? Apesar de polivalente, este vinho tem sofrido o preconceito de não ser um vinho gastronómico.
Em relação aos vinhos tranquilos (sem gás), os espumantes são mais versáteis sendo praticamente impossível a harmonização ser má, seja qual for o prato. Podem ser servidos desde as entradas até à sobremesa!
Vejamos algumas ideias sobre os espumantes

1.    São fantásticos para acompanhar entradas. Opte pelos espumantes brutos ou secos para iniciar.
2.    Acompanham bem pratos de carne, peixe, mariscos, saladas e comida oriental. Os espumantes brutos são os melhores para as refeições principais.
3.    A harmonização perfeita é com pratos salgados e gordurosos. Carne assada e leitão são ótimos exemplos!
4.    Os espumantes doces e meio-secos são ideais para acompanhar sobremesas. Sobremesas mais ácidas como as que contém fruta, devem ser harmonizados com os meio-secos.
5.    Combinam bem com queijos, principalmente os meio-secos. As bolhas realçam o sabor salgado do queijo.


Algo que distingue os espumantes dos vinhos tranquilos é o facto de carregarem sempre a classificação quanto à doçura. No ato de escolher para harmonizar é sempre uma ajuda preciosa. Um pormenor essencial a ter em conta, é que estes vinhos necessitam de estar sempre frescos. Não devem ser servidos a mais de 12ºC!

Classificação dos espumantes quanto ao açúcar por ordem crescente. 


Vamos terminar com o preconceito de espumantes serem só vinhos de festa. Sim, podem ser vinhos para grandes refeições!



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Castanhas e Jeropiga - o magusto perfeito!

Hoje comemoramos o dia de S. Martinho, o fim da época do magusto, o dia em que as famílias se reúnem em torno de uma fogueira a assar castanhas e a beber Jeropiga.
O Magusto nasceu historicamente para festejar e entrada do Outono e a prova do vinho novo! A festa inicia-se no dia de todos os santos e culmina no dia de S. Martinho. Foi sempre uma época muito importante para os produtores de vinho. Aliás, S. Martinho é considerado o padroeiro dos viticultores.

Por tradição em Portugal, no magusto acompanham-se as tradicionais castanhas com Jeropiga
Mas afinal o que é a Jeropiga?
. Estamos a falar de uma bebida alcoólica tradicional de Portugal, preparada com o mosto da uva inicialmente fermentado e a adição de aguardente obtendo assim uma bebida alcoólica doce. Em várias versões, a bebida sofre uma adição de açúcar no momento da introdução da aguardente. Posteriormente é filtrado e engarrafado. 
Apesar de ter um sabor idêntico a um vinho licoroso não é um vinho!
A Jeropiga era tradicionalmente feita de forma caseira pelos produtores apenas com o objetivo de festejar o magusto. O nome tem origem em “xaropiga” que vem do "xarope" exatamente pela doçura habitual desta bebida. A Jeropiga também pode ser envelhecida em madeira conferindo-lhe mais qualidade. 

Apesar de ser uma bebida ibérica, também podemos encontrar algumas produções no rio Grande do Sul devido à influencia Portuguesa.

Preparados para as castanhas? Vamos abrir a Jeropiga!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A vinícola Trump!

A par de polémicas, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos da América. O grande empresário americano na sua fortuna imensa fruto de negócios imobiliários, adquiriu em leilão, em Abril de 2011 a Kluge Estate Winery and Vineyard que foi alterada posteriormente para Trump Winery. A vinícola encontrava-se completamente falida mas com a injecção de capital, Trump tornou-a numa empresa rentável. Atualmente o empresário divulga vivamente os vinhos “Trump” que foram amplamente discutidos durante a campanha presidencial.
A vinícola situa-se na costa leste mais precisamente em Charlottesville na Virgínia e é o maior vinhedo da região. A gestão e presidência foi entregue ao filho do presidente eleito, Eric Trump. A propriedade tem dois mil hectares e produz vinhos tintos, brancos, rosés e espumantes. Das castas brancas, estão plantadas o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Sémillon e Viognier, das tintas encontramos Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon e Malbec.
Em 2013, a revista de renome Wine Enthusiast, atribuiu 91 pontos ao espumante Trump SP Reserve 2007 que foi a pontuação mas elevada de sempre para um espumante da Virgínia. Mas foi em 2015 que a empresa deu o salto e abriu na propriedade um hotel de luxo que oferece uma experiencia única no meio das vinhas. Para além dos serviços expectáveis, a empresa organiza eventos e casamentos! Já se imaginou a casar na vinícola Trump?

Questionamos se com a presidência, os vinhos Trump vão saltar para o sucesso. Nós ainda não os provamos e vocês?