terça-feira, 5 de setembro de 2017

Pisa a pé faz diferença?


Pelas vínicolas de Portugal, encontramos a conservação de uma tradição milenar que remonta a Roma antiga: a pisa a pé. Bem presente em alguns dos grandes produtores do Douro e na extensa tradição do vinho do Porto, as uvas são esmagadas em lagares, geralmente consituidos por granito, até à extração do mosto. Posteriormente, inicia-se o processo de fermentação para a obtenção do vinho. Atualmente, a maioria dos produtores trocou este método tradicional por prensas automáticas.
A pisa a pé faz diferença?
Os especialistas dizem que sim! A pisa a pé permite uma maior extração de cor e aromas dado que o ato de espremer as uvas é mais intenso e demorado, aumentando o contacto das cascas com o mosto. São as cascas que vão trazer aromas, estrutura e cor ao vinho. Na pisa a pé, o esmagamento dura várias horas, em contraste com os minutos que demora numa prensa automática. Nesta, elementos indesejados como as sementes são quebrados dando uma amargura e um aroma herbáceo ao vinho. Reconhece-se que vinhos produzidos com recurso à pisa a pé mostram intensidade aromática e carácter.

Esta técnica é no entanto cara e demorada, levando ao elevado uso de apoio mecânico pelas vinícolas. Este método  acaba por muitas vezes ser só utilizado para os grandes vinhos. Verificamos também que a maioria dos vinhos do Porto correntes já não são feitos a partir da pisa a pé. Há, no entanto, produtores que mantêm o costume intacto como a Quinta da Pacheca. O enoturismo tem trazido um novo interesse por esta tradição, que mantém viva a prática!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vinho persistente? É bom ou mau?

Ouvimos muitas vezes no vocabulário enófilo, a expressão “este vinho é persistente” mas será que entendemos realmente o seu significado? Na famosa análise sensorial, a avaliação da persistencia destaca-se como a última fase da avaliação. Também conhecida como “fim de boca”, é a última cartada do vinho que pode mudar a nossa opinião sobre o mesmo.   
Afinal o que é a persistência?
Estamos a falar nada mais, nada menos que a duração dos aromas e sabores de um vinho na boca após a sua ingestão. Geralmente classificada por segundos, assume-se que a pesistência é intensa quando sentimos os aromas por mais de 10 segundos. Se os aromas desaparecerem antes de 4 segundos, assume-se que o vinho tem uma fraca persistência. Na maioria dos casos, os vinhos encorpados tendem a ter uma persistencia mais longa que os vinhos de corpo leve.
A persistência é sempre boa?
Nem sempre! Depende essencialmente do tipo de sabores que ficam. Há vinhos que a persistencia é doce (sentida na ponta da língua acompanhada de uma sensação de maciez como por exemplo nos vinhos licorosos), ácida (comum em alguns vinhos brancos que estimulam a produção de saliva) e amarga (em alguns vinhos tintos com taninos ainda fortes que tornam a experiência pouco agradável).

A persistência pode assim muitas vezes ser adstrigente ou amarga como pode ser uma experiência fantástica. Saborear um vinho vai muito além do momento em que o bebemos, aquilo que ele nos deixa também faz parte. Assim, um vinho será bom se a persistência for intensa e prazerosa. Para avaliar este ponto, antes de digerir o vinho, sugerimos que saboreie um pouco na boca. 

Partilhem connosco as vossas experiências!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Arinto, a vivacidade dos lotes!

Presente na maioria das regiões vinícolas portuguesas, o arinto é a casta branca amplamente espalhada pelo país. Apesar da sua forte presença nacional, acredita-se que é nas regiões oeste de Portugal como a região dos vinhos verdes, Lisboa e Bairrada que está a sua origem. Também conhecida como a Pedernã na região dos vinhos verdes, ocupa um titulo de casta rainha na DOC Bucelas da região de Lisboa.
Roda dos aromas do Arinto
O que podemos esperar dos vinhos?
O arinto tem o dom de tornar os vinhos frescos e vibrantes graças à sua acidez atrevida! É assim utilizada em diversos lotes como a casta que traz vida ao nectar. Regiões como o Alentejo e o Tejo, abraçaram o Arinto para equilibrar os seus vinhos frutados com falta de acidez. Encontramos muitas vezes casada com Fernão Pires, Antão Vaz e Chardonnay. Dada à sua personalidade tem sido incorporada em vinhos tranquilos e espumantes e tem mostrado um elevado potencial de guarda.
Em termos aromáticos, encontramos uma casta mais reservada com algumas notas florais, de lima, limão e maçã. Marcada por uma cor citrina, à medida que envelhece tem mostrado desenvolvimento de novos aromas com destaque para os frutos tropicais e o mel.
Hoje encontramos uma panóplia de vinhos com Arinto, um pouco por todo o país. Excelente opção para acompanhar peixes e mariscos, em conjunto com outras castas mais frutadas, encontramos vinhos equilibrados, frescos e marcantes.

E vocês? Já experimentaram?

sábado, 26 de agosto de 2017

Verão quente, tinto quente!

Estamos no verão, a estação do sol, das praias, dos Sunsets e do calor! As tão ansiadas férias batem à porta e naturalmente tendemos a saborear uma refeição fora. Vamos a um restaurante com vontade de ter uma experiência gastronómica agradável. Como qualquer enófilo, analisamos a tão desejada carta de vinhos para escolher o néctar da refeição. Talvez um momento a dois, talvez um momento em família, um momento que promete ser prazeroso. 

Até que...
Escolhemos um tinto e este vem à temperatura ambiente, ou seja, a mais de 20ºC.(alerta desastre!).💣Primeiro momento de prova sentimos todo o álcool a apoderar-se das gandulas salivares que nem sequer conseguimos identificar aromas e destrói até o melhor vinho. Surge então a única solução: pedir uma manga para a garrafa. 


A história repete-se todos os verões, ano após ano e restaurante após restaurante (acredito que haja exceções). Com o vinho português a crescer em qualidade, seria agradável que finalmente a indústria da restauração acompanhasse e tivesse mais cuidado com o vinho. 

Fica a dica e enquanto as coisas não mudarem na cultura dos restaurantes, teremos que optar por vinho branco ou então pedir uma manga para salvar o tinto!

Saúde! 





terça-feira, 11 de julho de 2017

Vinho verde rosé?! Afinal o que é?

Com o verão, aproximam-se as tão desejadas férias. Piscinas, praias, churrascos, saladas e petiscos surgem e é nesta altura que os vinhos de verão tomam lugar. Para além do famoso vinho verde, o vinho rosé ganha espaço na nossa gastronomia. Outrora visto como um vinho feminino ou inferior, hoje o vinho rosé conquista cada vez mais seguidores com qualidade cada vez mais evidente.

O vinho rosé tem crescido de forma generalizada em várias regiões vinícolas e hoje vimos trazer uma sugestão de verão o “Vinho verde rosé”.  Existe muita confusão em relação a este vinho. Ainda ouvimos comentários tais como “ É vinho verde ou é rosé?”, “Não é um verdadeiro rosé!”, "Vinho verde é branco.". Assim decidimos esclarecer:


VINHÃO - uma das castas tintas mais usada
para Vinho verde Rosé
1.       Vinho verde é qualquer vinho produzido na região dos Vinhos verdes. Estamos a falar de uma região demarcada como o Douro e o Alentejo. Nesta região é produzido vinho branco, tinto e rosé como nas restantes regiões.

2.       O vinho rosé é geralmente produzido a partir de uvas tintas mas com um processo de vinificação semelhante ao vinho branco. É um tipo de vinhos pelo que a sua classificação é independente da região.


O vinho verde rosé é sim um vinho rosé produzido numa das mais famosas regiões vinícolas “Vinho verde”. A combinação não poderia ser perfeita! A região com a sua frescura e vivacidade possibilita vinhos rosés bastante frescos e com uma acidez de invejar, sendo o vinho ideal para o verão. Acompanha na perfeição saladas, mariscos e petiscos mas pode também ser servido sozinho.  Ainda com um grande caminho pela frente de conquista de mercado, o vinho verde rosé tem crescido e promete conquistar seguidores.

Neste verão, experimente!



terça-feira, 25 de abril de 2017

Vinho "Tony Carreira"? Já está no mercado!

A moda das celebridades terem vinhos com o seu nome continua de vento em popa. Agora um dos cantores mais importantes da música popular portuguesa, Tony Carreira, tem uma garrafa com a sua imagem! Numa parceria com a Quinta da Pacheca, é lançada uma edição especial reserva tinta de 2014 Tony Carreira. Oficialmente, o objetivo da venda deste vinho é beneficiar uma associação de apoio a jovens carenciados (Bagos d'Ouro) , mas a promoção da imagem do cantor é clara. A Quinta da Pacheca é mais uma vinícola que adere ao movimento das parcerias com famosos.

Reserva 2014 Tony Carreira
De que vinho estamos a falar?
Estamos perante uma reserva de 3 castas tradicionais do Douro: Touriga Franca , Touriga Nacional e Tinta roriz. Do ano 2014, o vinho foi estagiado um ano em barricas de carvalho francês. Segundo a vinícola, o vinho foi construído conforme a preferência do cantor por vinhos com pouco corpo. Com 14% de alcool, foi avaliado como um vinho ruby de cor intensa, bastante frutado e uma boa persistência.
Foi assim lançado o nectar no dia 23 de Abril e veremos como irá se comportar a procura. Certamente o vinho irá atrair toda a legião de fãs do Tony Carreira mais do que os apreciadores habituais de vinho só por conter a imagem do cantor. A garrafa poderá ser adquirida pelo valor de 14,95€. Ficamos a aguardar as vossas provas! 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Trincadeira, casta portuguesa com certeza!

A Trincadeira encontra-se espalhada um pouco por todo o país estando bem presente no Alentejo, Douro e Ribatejo. Conhecida como Tinta Amarela no Douro, encontramos diversos nomes como Trincadeira preta (Alentejo), Mortágua (Torres Vedras), Espadeiro (Setúbal) e Crato Preto (Algarve). Apesar da sua ampla difusão, é no Alentejo que a Trincadeira brilha sendo uma das castas mais prestigiadas para integração em lotes.

Como é a casta?
Uma das principais características da Trincadeira são os seus cachos preto-azulados. Com um bago uniforme, trata-se de uma casta difícil de cultivo pelo que necessita de um cuidado extremo. Bastante sensível a pragas e com produções irregulares, ambienta-se em climas quentes e secos como o Alentejo. Quando jovem a sua folha apresenta tonalidades amarelas, motivo pelo qual é chamada a Tinta amarela no Douro.

O que podemos esperar dos vinhos?
Geralmente encontramos esta casta em lote, não sendo utilizada para vinhos monocásticos. A Trincadeira proporciona vinhos fortes com aromas florais, vegetais e ricos em acidez. Com um bom nível alcoólico, os vinhos produzidos com a Trincadeira têm potencial de envelhecimento. Usualmente, no Alentejo, é casada com o Aragonez criando vinhos intensos em ameixa preta, frutos vermelhos, especiarias e bastante equilibrados. A Trincadeira é acrescentada aos lotes essencialmente para acrescentar notas florais e para suavizar os vinhos.

Portugal é um dos países do mundo com mais castas autóctones ímpares. A Trincadeira é uma das castas mais importantes do nosso Alentejo, tornando os tintos da região únicos. Estes harmonizam bem com pratos de carne, queijos, aves e toda a gastronomia rica Alentejana. Experimente esta casta com pratos apimentados e salgados.  

quinta-feira, 9 de março de 2017

Quantas uvas são necessárias para produzir uma garrafa de vinho?

Como apreciadores de vinho, é pertinente sabermos o que estamos a consumir e como é produzido. A produção de vinho é uma arte e implica uma grande gestão e planeamento. Uma videira em geral, tem de aguardar 4 anos para produzir cachos dignos da produção de vinho. Mas afinal quantas uvas precisamos para produzir uma garrafa? 




A resposta não é absoluta dado que os números variam consoantes diversos factores tais como:

- Tipo de casta (tamanho dos bagos, tamanho dos cachos, quantidade de sumo da polpa)
- A prensagem.
- O rigor na seleção das uvas.
- A poda.
- A exposição solar (quanto mais quente mais desidratadas ficam as uvas).

Apesar da grande variedade de fatores, há alguns números que podemos assumir. Em média, estabelece-se que para a produção de uma garrafa standard (750 ml) é necessário 1 quilo de uva o que corresponde a 300 uvas.

Vejamos alguns números padrão:

1 cacho de uvas = 75 uvas
1 copo de vinho = 1 cacho de uvas = 75 uvas
1 garrafa de vinho = 4 cachos de uvas = 300 uvas

Como qualquer média, cada caso será um caso, mas em geral quanto mais exigente a seleção das uvas menor será a rendibilidade das videiras. Por essa razão, quanto mais selecionada a colheita, melhor e mais caro deverá ser vinho. Para além disso, o grande fator diferenciador é sem dúvida o tipo de casta. A produção de vinho é muito mais que plantar uvas e esmagá-las, implica um grande planeamento. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Sabia que 85% do vinho é água?

A maioria da população acredita que o vinho é essencialmente um conjunto de moléculas aromáticas da uva, mas essa é apenas uma parte pequena da composição do vinho. A composição química do vinho é um assunto desconhecido e hoje vamos clarificar.


Que elementos podemos então encontrar no vinho?

Água – 85%

Sim, a água é aquele bem essencial à vida e ocupa grande destaque na composição do vinho para espanto de muitos. Inclusive, em muitos países que não contém água potável, beber vinho reduz o risco elevado de contaminação. Já ouvimos várias histórias românticas sobre o nascimento do vinho, mas este expandiu também por ser uma bebida mais segura que a água.

Álcool – 13% (valor médio)

Aqui vem um elemento de peso. Todos identificamos a presença do álcool no vinho, quer pela positiva quer pela negativa. Este surge no momento da fermentação quando os açúcares da própria uva se transformam em álcool. A sua percentagem varia de vinho para vinho sendo que ronda os 8% a 15%. Os vinhos fortificados sãos os reis neste ponto dado que apresentam uma percentagem de álcool entre 17% e 20%.

Glicerol – 1%

O Glicerol é uma espécie de álcool ligeiramente açucarado que é obtido durante a fermentação do mosto. A sua presença proporciona um vinho suave, gordo e untuoso, ou seja, a viscosidade. É graças a este elemento que podemos apreciar as lágrimas existentes no copo. Quanto mais glicerol, mais lágrimas encontramos.

Ácidos – 0,5%

O ácido do vinho é medido pelo famoso PH e tal como muitos alimentos, os vinhos podem ser mais ou menos ácidos dependo da casta, região entre outros factores.

Açúcar residual

A concentração de açúcar é o que vai determinar se um vinho é seco ou doce. Na teoria, um vinho seco não tem açúcares residuais e um vinho doce pode atingir os 200 gramas por litro. No entanto, no geral, o açúcar costuma variar entre 0 e 10 gramas por litro.

Fenólicos – 0,1%

Os fenólicos, de uma forma geral, contém os elementos especiais do vinho. Determinam essencialmente a cor do vinho, os aromas, e os famosos taninos que proporcionam a estrutura do vinho. São na verdade a prova que a influência de um pequeno elemento pode alterar tudo. 



quinta-feira, 2 de março de 2017

Encruzado, a casta notável do Dão!

Recentemente, muito se tem falado da casta Encruzado. Considerada uma casta de qualidade irrepreensível, tem enaltecido e abrilhantado a região do Dão. Numa relação perfeita, o Encruzado é para o Dão como o Alvarinho para o Vinho Verde. Produzindo vinhos de uma elegância incomparável, tem se destacado nos seus vinhos monocastas mas também em grandes lotes do Dão.
O que podemos esperar do Encruzado?
Uma das melhores qualidades do Encruzado, é a sua capacidade de equilíbrio entre o açúcar e a acidez, gerando vinhos muito estruturados com grande potencial de envelhecimento. Na verdade, os vinhos feitos a partir desta casta podem durar décadas, quer estagiados em madeira ou não. Com o tempo adquirem aromas de frutos secos, avelã, resina e mel. Na sua versão mais jovem, encontramos vinhos bastante minerais, aromáticos com notas cítricas e florais e com uma notável acidez. Se pudéssemos resumir a presença do Encruzado no vinho seria sem dúvida a delicadeza.  
Parece estranho que a casta continue fiel ao seu Dão, mas em mais nenhuma região poderíamos extrair o melhor do Encruzado (até agora descoberto). Apesar de ter andando um pouco esquecida numa região onde as vinhas estão extremamente divididas em parcelas e pequenos produtores, nos últimos anos tem alcançado uma nova posição. Com o investimento recente de uma nova geração de enólogos, o Encruzado tem hoje uma nova imagem internacional, e tem elevado a região do Dão. Para quem aprecia vinho branco, não pode deixar de experimentar esta jóia.

Sem dúvida, o Encruzado é uma grande casta!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Cabriz Tinto 2014!

Desde a divulgação do TOP 100 dos melhores vinhos do mundo de 2016 pela Wine Spectator, a Quinta de Cabriz tem andado nas bocas do mundo.
Fundada em 1989, encontra-se sediada no Carregal do Sal. Podemos encontrar uma grande diversidade de produtos desde brancos, tintos, espumantes e aguardentes. Com dezenas de prémios alcançados estamos perante uma marca líder na região demarcada do Dão. Os seus vinhos hoje são vendidos pelo mundo inteiro com destaque nos Estados Unidos, Europa e Brasil.

O Cabriz tinto 2014 foi assim o vinho Português mais pontuado (90 pts) e fomos então provar a pérola.

  • Nome: Cabriz Tinto 2014
  • Vinícola: Quinta de Cabriz
  • Região Demarcada: Dão
  • Castas: Alfrocheiro (40%), Tinta Roriz (40%) e Touriga Nacional (20%)
  • Álcool: 13%
  • Maturação: 6 meses em barricas de carvalho francês
  • Harmonização: Ideal para acompanhar carnes brancas, vermelhas e pratos mediterrânicos.
  • Consumo: 3 a 5 anos
  • Temperatura para consumo: 18ºC
  • PVP: 3,60€

O que podemos esperar?

Encontramos um vinho límpido de cor rubi intensa. No nariz sentimos os frutos vermelhos e do bosque com um toque suave a madeira. Na boca, o vinho mostra-se bastante elegante, equilibrado, redondo com taninos bem lapidados. O final apresenta-se bastante prolongado tendo assim uma boa persistência. Um vinho muito bem feito que não desilude ninguém!

Deixamos assim a sugestão de prova, mas caso já o tenha provado, então partilhe connosco!


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Beber vinho previne contaminações de comidas!

Quando viajamos para países com risco elevado de contaminação alimentar, não temos muitas vezes a real noção do risco de por exemplo beber água! A universidade de Cornell, concluiu após anos de estudo que a melhor alternativa é consumir bebidas alcoólicas. Para além do risco de beber água contaminada ser elevado, o álcool inativa os efeitos de micro-organismos nocivos à saúde humana. Se por exemplo viajarmos para o México – país com elevado risco de salmonela- a melhor forma de nos protegermos é ingerirmos vinho ou tequila.

Foi assim concluído que o consumo de vinho com alimentos potencialmente contaminados por Salmonela e E.coli, reduz o risco significativamente de ficarmos doentes. A acidez elevada do álcool proporciona uma acidez natural do estômago que ajuda a combater as bactérias. Em particular, o vinho branco, combate a reprodução e propagação das mesmas. O álcool deve ser consumido durante a refeição para o efeito ocorrer. Para além disso, quanto maior a percentagem de álcool melhor pelo que o vinho é sempre preferível face à cerveja.


No passado, já tinham sido divulgados diversos estudos sobre a capacidade do vinho combater agentes nocivos e inibir o crescimento das bactérias. Em 2004 foi concluído que as cascas e sementes das uvas tinham capacidade de combater infeções. Uma vez que o vinho é a grande companhia das melhores refeições, não é difícil incluirmos esta bebida nas nossas viagens. Então, a próxima vez que viajar para outro país, prefira sempre o vinho ou outra bebida alcoólica. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Como escolher um vinho para aperitivo?

Como nunca, as refeições não são mais vistas como apenas o prato principal mas sim com tudo aquilo que o momento engloba! Os aperitivos não são exceção e ocupam cada vez mais destaque dado o seu poder de integração social. O serviço dos aperitivos poderá assim determinar o sucesso do encontro.  
Quais são os vinhos indicados para aperitivo?
Em geral, assume-se que um aperitivo deve preparar o nosso organismo para os alimentos pelo que é defendido que se opte por vinhos menos calóricos, mais leves e menos alcoólicos. No caso dos tintos, estes devem ser pouco tânicos e no caso dos brancos, leves e frescos. É igualmente aceite que o aperitivo tenha um nível de açúcar aceitável pois irá permitir a inibição temporária da fome necessária em diversos momentos.
Deixamos assim algumas sugestões:
1.    Espumantes – O gás carbónico incentiva a salivação sendo uma opção ideal para deixar todos com água na boca. São o par perfeito para acompanhar petiscos salgados.
Porto tónico
2.  Vinho Verde – Apesar de não ser muitas vezes visto como um aperitivo, a verdade é que é uma das melhores opções para os dias de verão. Com o seu carácter leve, frutado, fresco e com pouco álcool, acompanha bem frutos do mar, sushi e saladas.
3.   Vinho do Porto – O tradicional aperitivo português está sempre bem presente dada a sua versatilidade. O porto branco é normalmente indicado para aperitivo e acompanha bem tâmaras secas, queijos e salmão fumado. O Porto tónico é uma das bebidas mais apreciadas como aperitivo que consiste em Porto branco, água tónica, gelo e uma rodela de limão.
4.  Vinho Branco – Geralmente frescos e aromáticos, ocupam muitas vezes a primeira opção como aperitivo. Experimente com petiscos de bacalhau e peixe.
5.    Moscatel – Considerado o novo Vermute, deve ser bebido fresco para não se tornar demasiado doce.
6. Vinho tinto – Apesar da opção ser incomum, o vinho tinto pode ser a combinação perfeita para entradas mais intensas com queijos e carne. O ideal é escolher um vinho mais fresco e leve.
Em geral, os vinhos fortificados são vistos como os vinhos aperitivos mas há muitas combinações possíveis. Há que adaptar tudo ao momento e ao que é servido!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Os espumantes rosés estão aí para ficar!


Todos nós gostamos de bolhinhas para dias de festas mas os rosés trazem uma intensidade de sabor único e uma atmosfera romântica. Outrora visto de uma forma preconceituosa como uma bebida feminina, hoje os espumantes rosés conquistam adeptos graças à sua personalidade viva, leveza e à presença de aromas de frutos vermelhos. Ideal para uma festa especial, é muitas vezes considerada a bebida romântica e de verão.

Como são feitos?

Geralmente produzidos a partir de uvas tintas, o que os distingue é que o mosto entra em contacto com a pele das uvas temporariamente, proporcionando cores desde rosa pálido ao groselha. Quando atingido o ponto pretendido, são retiradas as cascas (exatamente como o método de produção do vinho rosé tranquilo). Quanto maior for o contacto do mosto com as peles, mais intensa será a cor do espumante. À semelhança dos espumantes brancos, muitos rosés são feitos a partir do método champanhês, ou seja, a segunda fermentação é realizada em garrafa.

O que podemos esperar?

A grande riqueza dos espumantes rosés são os seus aromas a frutos vermelhos e por vezes o toque de frutas secas dependendo da levedura. É uma excelente opção para acompanhar entradas, pratos principais assim como sobremesas. Bastante versátil, acompanha bem peixes, aves, marisco, saladas, pratos mediterrâneos e comida asiática. Os rosés mais doces são uma opção elegante e perfeita para acompanhar sobremesas e chocolates em jantares mais românticos. No verão, quando servidos bem frescos, são uma excelente escolha para criar cocktails e servir numa festa ou num pic-nic.


Como os restantes espumantes, o espumante rosé deve ser servido bastante fresco. Para tal, recomendamos que a garrafa seja colocada num balde de gelo para se manter fresco! Quando comprar um espumante, seja diferente e experimente o rosé!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Como esfriar uma garrafa em pouco tempo?

Quantas vezes chegamos a casa, apetece-nos um vinho fresco e não há nada no frigorífico? Chegam convidados e não temos vinho fresco! Situações habituais que podem acontecer a qualquer um. A verdade é que o vinho deve ser bebido à temperatura ideal e beber vinho branco, rosé ou espumante quente não lembra a ninguém!
Decidi então resumir aqui algumas dicas para refrescarmos as garrafas rapidamente:
  • 1.    Papel de cozinha/ pano de cozinha + congelador.

Podemos embrulhar a garrafa em panos/papéis de cozinha humedecidos e colocar no congelador. O papel húmido arrefece rapidamente levando a temperatura da garrafa a descer em 15 a 20 minutos.
  • 2.    Uvas + congelador.

Lavamos bem um cacho de uvas e colocamos num saco no congelador. As uvas podem ser depois colocadas num copo (3 ou 4 por copo) e irão arrefecer rapidamente o vinho. Uma alternativa útil para quem pretende apenas beber um copo depois de um longo dia. A pele das uvas não permite a alteração de sabor pelo que é um método seguro.
  • 3.    Balde de gelo + gelo + água fria.

Um dos métodos mais divulgados de sempre. Este procedimento consiste em colocar a garrafa num balde com metade gelo, metade água fria. Em 30 minutos a garrafa fica no ponto ideal para consumo. O balde é útil também para manter a garrafa arrefecida durante o ato do consumo.
  • 4.    Balde de gelo + gelo + água fria + sal.

À semelhança do método anterior, colocamos a garrafa em gelo e água e adicionamos duas mãos cheias de sal grosso. O sal em reação com o gelo proporciona um arrefecimento mais rápido. De forma o topo da garrafa não ficar mais quente, podemos inverter a garrafa a meio do método para um maior equilíbrio.
                                                   

Podemos encontrar outros métodos como decantar o vinho e coloca-lo no frigorífico ou abanar a garrafa. No entanto, os mais corretos foram os mencionados anteriormente. A garrafa não deve ser guardada no frigorífico durante dias pois isso irá afetar a qualidade do vinho. Este deve ser guardado num local escuro sem oscilações de temperatura e vibrações. Já não há desculpas para não beber um vinho fresco num momento inesperado! 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Pode a lua influenciar o sabor do vinho?

Se a lua influencia o nosso humor e a agricultura, por que razão não influenciaria a prova de vinhos? Foi com base nesta questão, que investigadores realizaram testes com o calendário biodinâmico. Segundo o “The independent”, o calendário lunar pode influenciar o sabor do vinho, podendo justificar o motivo pelo qual o mesmo vinho sabe diferente em dias distintos. A teoria está a ser tão bem recebida pelo mundo dos vinhos que até já há supermercados e eventos a agendarem as provas com base nos dias ideais. Há também degustações marcadas para dias diferentes para serem comparados os sabores! Foi criada inclusive uma aplicação “When Wine Tastes best” que informa o melhor dia para degustar o Seu Chardonnay! Muito vanguardista!

Mas afinal como funciona o Calendário Biodinâmico?
When Wine tastes best App

Este calendário foi criado inicialmente para ajudar os agricultores isto porque a posição da lua influencia no crescimento ou não das plantas. No que diz respeito ao vinho, foi descoberto que os melhores dias para desgostá-lo são nos chamados “fruit and flower days”, ou seja, os dias favoráveis à floração. Os vinhos, nestes dias, parecem mais vibrantes, encorpados, aromáticos e mais expressivos que nos dias ideais à plantação, por exemplo. Apesar da não comprovação científica, já foram realizados vários testes e experiências com resultado positivo.


Apesar da onda em volta da teoria, a verdade é que há muitos factores que podem influenciar o sabor do vinho como a temperatura, o modo de conservação da garrafa, o copo utilizado, a pressão atmosférica, o acompanhamento gastronómico etc… As diferenças no sabor das experiências realizadas não foram colossais e para além disso o método não é pratico para o dia-a-dia. No entanto, na dúvida há que testá-lo. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Tenerife - um destino de enoturismo por descobrir!

Tenerife é mais do que um destino de praia! Desde o século XV que a vinicultura integra o seu património cultural e ocupa uma presença indiscutível na agricultura do país. Atualmente com 5 denominações de origem, tudo começou a partir de um português Fernando de Castro, em 1497, que iniciou a plantação de vinho na ilha! Hoje, a ilha apresenta uma enorme variedade de castas e de vinhos produzidos e aposta fortemente no turismo. Graças ao seu clima e aos seus solos vulcânicos, Tenerife exibe vinhos de elevada qualidade.
O que Tenerife tem de especial?
Com uma paisagem vulcânica e uma localização subtropical, Tenerife apresenta excelentes condições para a viticultura, concebendo vinhos com toque particular dada a influência atlântica e vulcânica. Apesar de produzir todos os tipos de vinho, o grande motor foi sempre o vinho branco feito a partir da aromática casta Malvasia. Inclusive podemos encontrar relatos deste vinho em obras de William Shakespeare. A malvasia de Tenerife era exportada para a europa até o século XVII, altura em que o vinho do Porto e da Madeira começam a ganhar protagonismo. Devido à perda da quota de mercado, Tenerife desenvolveu outros tipos de vinhos.

Apesar da supremacia da Malvasia, Tenerife orgulha-se na sua variedade de castas e também na produção de rosés! Os seus vinhos no geral são fortes e doces devido à grande exposição solar, motivo pelo qual teve sucesso na europa.

Hoje podemos encontrar diversas opções de enoturismo na ilha como por exemplo as diferentes rotas do vinho. Um amante desta bebida não pode deixar de visitar as adegas e conhecer as suas tradições. Com provas gastronómicas e visita às vinhas, descobrimos uma cultura vinícola especial. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Casanova lança Prosecco mais luxuoso e caro do mundo!

O crescimento dos espumantes não tem deixado o Prosecco de lado. Mas a vinícola Casanova levou a compra desta bebida para outro nível! Não contente com o produto tradicional, e com um toque de criatividade, criou um prosecco com a garrafa mais luxuosa e pomposa de sempre, trazendo a ostentação ao mundo dos espumantes.

Completamente coberta por cristais Swarovski, encontramos à venda com dois tamanhos: o standard (0.75l) e a versão Magnum (1,5l). O tamanho standard contém 3 370 cristais e a versão Magnum 6 145 cristais! A garrafa poderá ser adquirida pela modica quantia de 1620 dólares e encontra-se à venda no site da vinícola e no restaurante Novikov, em Londres.

O objetivo da vinícola é tornar a garrafa de espumante um produto para além da bebida e torna-la um bem de luxo para colecionadores. Estamos perante uma união do mundo dos vinhos com o design e a elegância, um passo mais à frente ainda não muito explorado. Se os olhos são o primeiro sentido porque não criar um produto extravagante?

Muito além deste produto, Casanova patenteou os direitos de incluir cristais Swarovski em garrafas de espumante (independentemente da região). Não haverá assim nenhum champagne com estes cristais, a menos que esta vinícola invista na região!


Proseccos - Casanova
A vinícola continua a produzir espumantes para todas as ocasiões e consumidores apesar do investimento árduo no patamar do luxo. Foram criados mais espumantes luxuosos como o “white collection” em várias versões! A apresentação destas garrafas visa encaixar na perfeição com eventos especiais como casamentos, festas e aniversários. Quanto à qualidade do espumante ainda não foram divulgadas as notas de prova mas veremos no futuro se a ostentação irá se tornar pontual ou uma tendência.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Rainha Elizabeth II lança espumante!

Verificamos na atualidade o crescimento dos espumantes britânicos a olhos vistos. O mercado já envolve 100 milhões de libras e há inclusive uma discussão aberta do nome a atribuir dado que os produtores pretendem competir com os grandes nomes como “champagne”, “cava” e “prosecco”. Quem não quis ficar de fora desta tendência foi a Rainha de Inglaterra. A casa real decidiu investir assim na criação de um espumante no Windsor Great Park. O investimento em vinho, não é de todo novo na família real, já Henry II no século XII produziu vinho na mesma propriedade com 2 000 hectares.

Foram assim lançadas 3 000 garrafas com um preço de 39€ por unidade e vendido em pack de 3 garrafas. O espumante Windsor Great Park foi unicamente vendido pela internet através da garrafeira online Laithwaite e foi rapidamente esgotado! A colheita vendida é de 2011 e está recomendado o consumo para 2025!

De que espumante estamos a falar?

Foram plantadas no Windsor Great Park as castas: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, ou seja, as castas típicas da região de champagne. A fermentação foi realizada através do método tradicional com mais 2 anos de envelhecimento em cave. Segundo os privilegiados que experimentaram, trata-se de um espumante rico e fino com notas de damasco, cítricas e de brioche tostado.


Está prometido que com o a amadurecimento das vinhas, o vinho se torne melhor a cada colheita. A próxima venda já está prevista para o Outono deste ano. Para quem estiver interessado, cada garrafa terá um custo de 35 libras. Como muitos investidores, poderá adquirir o espumante apenas para gerar rendimento futuro. Prevê-se que daqui a 6/7 anos a vinha seja capaz de produzir 20 000 garrafas anualmente. E assim segue a tendência das celebridades terem os seus próprios vinho e a realeza não fica de fora.