sábado, 31 de dezembro de 2016

Os 10 mandamentos do vinho para 2017!

Com o final do ano, chegam os desejos para o novo ano. E não poderia de deixar de assinalar esta data importante. Refleti sobre o que desejaria que mudasse e lembrei-me de dezenas de ideias erradas pré-concebidas pela população em geral. Selecionei aquelas prioritárias para o novo ano. Desejo a todos um ano 2017 fantástico com bons vinhos a acompanhar! Fico a aguardar as vossas sugestões!

Os 10 mandamentos do vinho para 2017:

  1. Não chamarás “vinho maduro” a todos os vinhos que não são da região dos vinhos verdes, nem dirás que vinho verde não é maduro. (em caso de dúvida clique aqui)
  2. Não servirás vinho tinto à temperatura ambiente, usarás termómetro. (em caso de dúvida clique aqui)
  3. Não dirás que o vinho rosé é apenas um vinho doce para mulheres, irás procurar o teu rosé. 
  4. Não chamarás “champagne” a qualquer espumante. (em caso de dúvida clique aqui)
  5. Não assumirás que o vinho branco é apenas para o verão. (em caso de dúvida clique aqui)
  6. Escolherás o vinho de forma a obter a melhor harmonização com o prato. Não escolherás à toa.
  7. Não beberás o mesmo vinho eternamente, irás ter novas experiências vínicas. 
  8. Não dirás que Portugal só tem Douro e Alentejo. Irás dar uma oportunidade a outras regiões.
  9. Não dirás que espumantes são vinhos só para festas, irás dar uma oportunidade para uma experiência gastronómica.(em caso de dúvida clique aqui)
  10. Irás guardar a garrafa de vinho à temperatura correta e deitada para não oxidar. Jamais a guardarás em pé. 
Deixo assim o meu desejo para 2017! Sejam muito felizes! 




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Um olhar sobre os espumantes portugueses!

Produção do espumante "Raposeira"
Para quem acha que para encontrar um bom espumante tem que ser champagne, cava ou prosecco, está equivocado. Apesar da França Espanha, Itália e Alemanha dominarem o mercado dos espumantes, Portugal tem crescido com a sua qualidade cada vez mais reconhecida. A produção deste tipo de vinho ainda representa 1% da produção total do vinho em território nacional mas os números têm aumentado. O espumante branco domina sobre o tinto e o rosé com 78% do mercado.

A região da bairrada é região que mais tem apostado nos espumantes, tendo as restantes em geral estabilizado. O lançamento da designação Baga@Bairrada tem mostrado o investimento dos produtores locais. O objetivo é produzir vinhos com características locais com qualidade capaz de competir com os grandes espumantes internacionais.

A par da Bairrada, a região Távora-Varosa e Dão têm se destacado na produção de espumantes de elevadíssima qualidade. No entanto em termos quantitativos, o investimento tem se mantido. Apesar de não representado no gráfico, gostaria de destacar os espumantes de Alvarinho lançados pela região dos vinhos verdes que apesar de terem pouca representação têm atraído novos consumidores. A capacidade evolutiva do Alvarinho tem permitido criar espumantes complexos e com excelente qualidade. 


Infelizmente em Portugal, o espumante ainda é, muitas vezes, visto como um vinho de festas. A versatilidade gastronómica ainda não entranhou na cultura o que tem gerado a redução do consumo deste tipo de vinho no país. Caberá aos produtores primeiramente “educar” o consumidor e realçar todos as qualidades incríveis e versáteis desta bebida, ou então, tentar conquistar o mercado externo feroz. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Montes Ermos Reserva Branco

É na fronteira entre Portugal e Espanha na região demarcada do Douro que encontramos uma terra com uma excelente paisagem e cultura vinícola, Freixo Espada à Cinta. Pelos vales do Douro encontramos a região da Senhora dos Montes Ermos que vem dar o nome à marca da Adega cooperativa de Freixo Espada à Cinta. O coração da economia local está na vinha, olival e amendoal, sendo a vinicultura um mercado crucial.

A marca “Montes Ermos” tem crescido no mercado vinícola em Portugal, apresentando grandes vinhos DOC Douro com excelentes relações qualidade/preço. Encontramos bons vinhos de entrada de gama e grandes reservas a brilhar no portefólio.

Hoje venho trazer-vos o “Montes Ermos Branco Reserva 2015”:

Vinicola: Adega cooperativa de Freixo Espada à Cinta
Ano: 2015
Enologia: Rui Madeira
Castas: Códega de Larinho, Rabigato, Viosinho.
Envelhecimento: Barricas novas de carvalho com “batonnage”
Álcool: 13%
PVP: 3,90€
Gastronomia: Recomendado para acompanhar peixes gordos, bacalhau, carnes brancas e queijos.

Notas de prova: Vinho de cor citrina brilhante. No nariz notas de fruta tropical e exótica. Na boca é um vinho bastante agradável, com uma mineralidade presente e um toque a madeira suave. Um vinho bastante sedoso, por vezes melado, com boa acidez e alguma frescura. Termina com um final persistente e longo.

Um excelente vinho a um preço irresistível! Sugiro a degustação deste vinho com uma carne branca ou um peixe mais intenso como o bacalhau. É um vinho branco com estrutura pelo que acompanha bem pratos mais intensos. Fica a sugestão. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A temperatura ideal do espumante!

Apesar de muitas vezes desvalorizada, a temperatura é um dos pontos cruciais no serviço do vinho. Pode disfarçar um mau vinho como pode arruinar um bom. Para quem ainda desconfia, não há nada como testar. Experimente um vinho a várias temperaturas e irá descobrir que a perceção é totalmente diferente.

Já falamos da temperatura dos tintos, dos brancos e hoje vamos falar dos espumantes!

Sim, os espumantes são bastante sensíveis à temperatura, e assim como os vinhos tranquilos, devemos controlar a temperatura com um termómetro. Não basta colocar no frigorífico e esperar que fique bom! Servidos com a temperatura correta, iremos desfrutar esta bebida no seu melhor. Um espumante quente irá arruinar a degustação.

Vejamos algumas ideias:
  • ·   Os espumantes, em geral, independentemente de serem brancos, rosés ou tintos, devem ser degustados entre 6ºC e 8ºC.
  • ·      Os espumantes doces, podem ser servidos um pouco mais frios de forma a equilibrar a doçura. Quanto mais quente estiver o espumante, maior será a sensação de doçura o que irá desequilibrar o vinho.
  • ·      Os espumantes devem ser bebidos bem frios pois o gás tem tendência a libertar-se suavemente com a temperatura reduzida. Um espumante quente não irá permitir o auge das suas bolhas, dissipando as mesmas num instante.
  • ·     Os espumantes brutos e os mais complexos, podem ser servidos até 12ºC. Dessa forma poderá se sentir melhor o bouquet de aromas do vinho.

Jamais coloque uma garrafa de espumante num congelador uma vez que esta pode arrebentar. Opte por um balde com metade gelo e metade água, após 30 minutos o seu espumante estará no ponto ideal. Verifique sempre a temperatura com um termómetro. 

Desfrute esta bebida excecional, no seu auge! 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Tinta barroca - uma estrela do Douro!

Uma das castas que mais brilha na região do Douro é a famosa Tinta Barroca. Enraizada na cultura vinícola da região, pertence às castas recomendadas para produção do vinho do Porto. Hoje está presente em muitos blends de grandes tintos do Douro.
A grande característica desta casta é a sua abundância na produção e o facto de proporcionar vinhos com elevado teor alcoólico. Em geral, os produtores apreciam a produção da Tinta Barroca dado que esta é bastante produtiva e resistente a pragas. Os bagos desta casta são bastante generosos em açúcar proporcionando vinhos com um grau alcoólico generoso.
Que vinhos esta casta proporciona?
Geralmente a Tinta Barroca, gera vinhos macios, doces, perfumados, com taninos suaves mas bastante alcoólicos tornando-se vinhos mais rústicos. A sua pele é bastante escura e fina daí o facto de produzir taninos fracos. Dessa forma, esta casta está presente sempre em blends não sendo a mais indicada para vinhos monovarietais. Sozinha a casta produz vinhos desequilibrados e pouco concentrados necessitando assim de apoio de outras castas com maior presença de taninos.
Vejamos algumas características:
Origem: Douro (atualmente presente na África do Sul)
Superfície vitícola atual: 7 000 ha 
Terroir predileto: Uma vez que não aprecia muita chuva nem muito sol, esta casta é indicada para regiões mais amenas. É produzida geralmente em zonas mais frescas e sombrias de forma a controlar o nível de açúcar das bagas.
Aromas mais comuns: florais, frutos pretos, cogumelos.


Se tem dúvidas se já bebeu um vinho com esta casta, pergunto se já bebeu vinho do Porto. Se sim, provavelmente já bebeu vinhos com esta casta. Atualmente é muito mais do que uma casta para vinho fortificado, está bem presente em grandes blends do Douro. Sem dúvida, uma das peças fundamentais do grande sucesso do Douro!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Vinha Grande tinto 2014!

A Sogrape é aquela empresa vinícola que despensa apresentações. Com dezenas de vinhos premiados, foi considerada a melhor vinícola do mundo. Desde o famoso Mateus Rosé até ao grandioso Barca Velha, a empresa continua a brilhar apresentando vinhos de elevada qualidade. Uma das suas marcas mais famosas, destaca-se a casa ferreirinha. Uma casa que sabe produzir bons vinhos há séculos, sendo o seu topo de gama o tão conhecido Barca Velha. Desta casa também podemos encontrar vinhos bem conhecidos como o Papa Figos, Planalto, Esteva e Vinha Grande. É assim uma marca de referencia da região demarcada mais antiga: o Douro.

Hoje venho trazer-vos um dos vinhos chave da marca Ferreirinha: Vinha Grande tinto 2014:

Vinho: Vinha Grande Ferreirinha Tinto 2014
Vinícola: Casa Ferreirinha/ Sogrape
Teor alcoólico: 13,5%
Região: DOC Douro (uvas da sub-região cima corgo e Douro superior)
Castas: 55% Touriga Franca, 20% Touriga Nacional, 20% Tinta Roriz, 5% Tinto Cão
Envelhecimento: Maturação em barricas de carvalho francês entre 12 e 18 meses.
Longevidade: Beneficia de maturação em garrafa por 2 a 3 anos sendo o auge previsto para o 5º ou 6º ano de envelhecimento em garrafa. Prevê-se que se mantenha em boas condições por 10 a 15 anos.
Harmonizações: Uma opção perfeita para acompanhar, carnes, queijos e pratos com molhos mais fortes.
PVP: 9,99€
Notas de prova: Um vinho de cor rubi intenso com boa profundidade. No nariz é intenso e complexo com destaque para os frutos vermelhos e especiarias. Sentimos o elegante toque a madeira. Na boca caracteriza-se por ter um bom volume com taninos bem lapidados com toque de frutos vermelhos. Por fim, somos presenteados por um final longo e persistente.

É um vinho típico do Douro que apesar de mostrar carácter é igualmente elegante. Uma opção que não falha em qualquer jantar pelo que recomendo a prova. Mais uma prova da qualidade dos vinhos produzidos pela Casa Ferreirinha. Caso já tenha experimentado, partilhe connosco a sua experiência!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Vinho - o novo elixir da beleza!

Somos confrontados diariamente com notícias sobre os grandes benefícios do vinho para o ser humano. Para além dos efeitos positivos na saúde, os cientistas têm descoberto efeitos positivos na pele com a ingestão de vinho. A grande causa está nos flavonoides ricos em polifenóis como o bem conhecido resveratrol, que atuam como antioxidantes apresentando um efeito superior às famosas vitaminas C e E nas células. Assim, o vinho atua no anti-envelhecimento da pele, tornando esta mais jovem e macia e trabalha no fortalecimento do cabelo e unhas encorajando igualmente o colagénio responsável pela elasticidade da pele. Se adicionarmos o fenómeno já reconhecido que o vinho ajuda a combater o excesso de peso, então podemos concluir que o vinho é um bom aliado da beleza.

Para além do consumo de vinho, hoje várias companhias de cosméticos estão a apostar em produtos à base da uva como cremes, óleos corporais, shampoos entre outros. Podemos também encontrar no mercado dos spa's, tratamentos de pele com vinho denominados de “vinhoterapia”. Alguns dirão que é um desperdício!


De forma a desfrutarmos dos benefícios do vinho na nossa pele, é de sublinhar que também é necessário manter uma alimentação equilibrada e o consumo alcoólico moderado. Assim, poderemos desfrutar do efeito anti-envelhecimento desta bebida tão apreciada. O vinho continua a destacar-se como uma bebida saudável em detrimento de outras.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Vinho laranja?!

Vinho laranja? Sim, sem corantes! Para além dos famosos vinhos tintos, brancos e rosés, podemos encontrar no mundo vinícola vinhos laranjas. Originários na Geórgia, o vinho laranja compila a textura do vinho tinto com a frescura do vinho branco. Cada vez mais famosos no mercado e com bom potencial, vemos uma tendência crescente deste produto.

Como são feitos?

Os vinhos laranja são feitos a partir de uvas brancas mas com uma diferença significativa: à semelhança dos vinhos tintos, as cascas são mantidas no processo de vinificação. Dessa forma obtermos um vinho com uma textura semelhante a um vinho tinto mas com características aromáticas de vinho branco. São assim vinhos chamados muitas vezes de vinhos “de contacto” uma vez que as cascas das uvas entram em contacto com as bagas no processo de vinificação. Com uma cor sedutora, são vinhos naturais produzidos sem químicos e sem grandes filtros. No mundo dos vinhos, encontramos também a classificação “anti-rosés” dado que nos rosés, acontece o oposto: uvas tintas com processo de vinificação do vinho branco.

Como nasceram?

A origem destes vinhos encontra-se na Geórgia. No entanto, atualmente são produzidos também na Croácia, Áustria, Eslovénia e Itália.

Os vinhos laranjas são refrescantes e são uma boa opção para o Verão. Combinam com peixes, mariscos e pratos de carne mais leves, sendo assim vinhos muito versáteis. Apresentam uma cor a lembrar frutos secos, mel, amêndoas e damasco. A nível de textura dizem os entendidos que se assemelha a tintos mais suaves. Uma experiencia a não perder!


Se já experimentou, partilhe connosco!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

4 vinhos portugueses entre os 100 melhores vinhos de 2016!

Uma das listas mais esperadas pelo mundo já está disponível. Estamos a falar da lista dos 100 melhores vinhos do mundo de 2016 elaborada pela grande revista de renome “Wine Spectator” Com vinhos do mundo inteiro, podemos encontrar 4 vinhos tintos portugueses entre os melhores do mundo.

A selecção foi feita com uma análise minuciosa realizada pelos editores da revista que pretende premiar a qualidade mas também a acessibilidade. 
Dos 4 vinhos premiados, vemos um grande destaque do norte de Portugal. Encontramos 3 vinhos do Douro e um do Dão e 4 vinhos tintos! O Quinta da Cabriz do Dão é o vinho mais acessível na lista de premiados reforçando a posição de Portugal como produtor do vinho mais barato à semelhança de 2014. 

Vejamos então a tabela com os nossos vencedores:


Para acesso à lista integral, por favor clique aqui

No que diz respeito ao Quinta do Cabriz, a revista Wine Spectator destaca a mineralidade do vinho assim como as notas de frutos silvestres e especiarias. Termina a sua análise com um final com toque de chocolate branco e pimenta. 

Do Evel da Real companhia Velha é realçado o aroma a baga vermelha, a ameixa, uma acidez fresca e um final mineral. 

No Carm reserva podemos encontrar um vinho rico e suave, mostrando notas de framboesa e cereja seca. O final é cremoso com destaque para o chocolate e pimenta branca. 


Quanto ao vinho da Quinta vale D.Maria, a revista clássica como um vinho maduro, rico com destaque para os aromas de compota de ameixa e cereja com pequenos toques de pimenta. Podemos encontrar notas de chocolate negro e cardamomo. 




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como escolher o vinho para acompanhar o bacalhau neste natal?

Está a chegar o natal e já andamos todos a tratar de tudo o que é necessário para uma boa consoada. Quando se fala em compras de natal, pensamos de imediato em prendas, bacalhau e doces. No entanto, não adianta preparamos uma linda refeição se harmonizarmos o petisco com o vinho errado.
O bacalhau é sem dúvida o grande centro da maioria das mesas portuguesas no dia de natal. A escolha do vinho é sempre difícil pois o bacalhau apesar de ser um peixe, é bastante especial tendo aromas bastante intensos, sendo aceitável a harmonização com vinhos brancos e tintos (semelhante a frango). Também podemos encontrar milhares de receitas com o bacalhau
Apesar da escolha ser sempre subjetiva, deixamos umas dicas para a escolha do néctar:
- O prato mais comum no natal é o bacalhau cozido. De todos as receitas, é o prato menos poderoso em termos de sabor pelo que se torna bastante sensível ao vinho que o acompanha. Devem ser procurados vinhos suaves e frescos. Neste caso os vinhos brancos com alguma madeira são os mais indicados. Se fizer questão do vinho tinto, procure vinhos macios com taninos suaves e frutados. Mas cuidado, os vinhos mais amargos irão realçar o sabor salgado do bacalhau!
- No caso de optar pelo vinho branco sugerimos as castas Antão Vaz, Chardonnay e Encruzado. O estágio em madeira permite uma maior estrutura e complexidade. Procure as reservas e evite brancos secos!
- A grande casta Alvarinho, é uma excelente opção para a consoada. Geralmente com vinhos mais complexos, estruturados e frescos, o vinho verde irá combinar na perfeição com a acidez presente no molho verde. As restantes castas mais habituais do vinho verde não são tão aconselháveis pois geralmente não apresentam estrutura e corpo para acompanhar o bacalhau.
- Se faz questão do vinho tinto, então a escolha é mais polémica. Dada a simplicidade do bacalhau cozido, os vinhos tintos deverão ser vinhos suaves, com um pouco de acidez e sem grande impacto aromático. Sugerimos os tintos da Bairrada, de Lisboa e do Dão. Tenha cuidados com vinhos demasiados jovens, com taninos bem presentes e tintos mais secos.
- No caso dos mais corajosos, também é possível harmonizar com um rosé e um espumante. Procure um bom rosé frutado e fresco ou um espumante de alvarinho. São sempre boas opções.
Uma mesa de natal bonita, com boa comida e o vinho perfeito irão encantar toda a família. Se tem uma harmonização habitual., partilhe connosco!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Conheça os 2 vinhos do Tejo premiados!

Conforme falámos na postagem anterior, no 3º concurso de vinhos organizado pelo crédito agrícola, foram premiados 27 vinhos com medalha de ouro. Nesta lista, podemos encontrar a presença de regiões vinícolas não tão obvias como o Algarve e o Tejo.

Sim, o Tejo tem mostrado que está no mercado bem presente com uma aposta no mundo da vinicultura. Apesar de no passado ter produzido uma quantidade de vinho substancial, a região tem registado uma redução na quantidade mas um aumento de qualidade. Das castas tintas vemos bem presente a Trincadeira e o Castelão e das brancas a famosa casta Fernão Pires. Da designação DOC, destaco os vinhos brancos bastante frutados, aromáticos e jovens.

No concurso foram premiados 2 vinhos da região do Tejo e hoje venho trazer a sugestão para prova:

Quinta Vale de Fornos DOC Tejo Tinto 2013

Castas: 50% Syrah, 35% Cabernet Sauvignon, 15% Castelão
Estágio: 6 meses em carvalho francês
Alcool: 14%
Açúcar residual: 3g/l
Notas de prova do produtor: Com um aroma bastante intenso a fruta madura (ameixas pretas) e especiarias (pimenta branca), é no gosto deste vinho que demonstra todo o seu potencial com uma frescura natural e bom volume de boca.
PVP: 13€

Solar dos Loendros Cabernet Sauvignon VRTejo Tinto 2015
Castas: Cabernet Sauvignon
Álcool: 14,5%
Notas de prova do produtor: Cor ruby carregado enaltece notas aromáticas a frutos silvestres contrastando com pimentos verdes e vermelhos e alguma pimenta preta. Na boca o seu contaste é o ideal e a sua presença notável. Sendo um vinho de final longo e persistente.

PVP: 6€




Saúde!







segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Crédito agrícola premeia 3 vinhos Algarvios!

Foi realizado o 3º concurso de vinhos promovido pelo Crédito Agrícola e a Associação de Escanções de Portugal. Eis a grande surpresa para o sul do país, 3 vinhos algarvios premiados! O objectivo do concurso é apoiar o sector vitivinícola e potenciar a produção nas comunidades locais.
Apesar da região do algarve estar a crescer no mercado vinícola, muitas vezes é visto apenas como uma região para turismo e com pouca cultura de vinho. Hoje, o investimento na viticultura nesta região tem crescido e compensado o efeito negativo do mercado turístico. Com a modernização das adegas e a replantação de castas, o algarve tem produzido vinhos suaves e bastante frutados.
Foram analisados mais de 200 vinhos nacionais e foram destacados 3 grandes vinhos algarvios com a medalha de ouro. Deixamos assim a sugestão!

Vida Nova Reserva, vinho regional do Algarve Branco 2015 (Adega do Cantor)
Castas: 50% Verdelho, 50% viognier
Estágio: 2 meses em garrafa
Alcool: 14%
Açucar residual: 3g/l
PVP: 7,50€

Notas de prova do produtor: [Visual: Amarelo com laivos jovens esverdeados.
Olfactivo: Aromas florais vibrantes de laranjas e tangerinas combinadas com notas de meloa e banana.
Gustativo: Excitantes notas de frutos cítricos combinados com luxuosas fragrâncias de meloa. Excelente impacto no meio do palato impulsionado por um
vinho meticulosamente estruturado. Final longo com acidez equilibrada e refrescante. ]



Malaca Aragonez reserva, vinho regional do Algarve tinto 2014 (Quinta do Malaca)
Castas: Aragonez
Alcool: 14%
PVP: 8€






Q O reserva, vinho regional do Algarve tinto (Paxá wines)
Castas: Syrah, Alicante bouschet, Touriga Nacional, Aragonez e Trincadeira
Estágio: 6 meses em madeira
Álcool: 13,5%
Gastronomia: Carnes vermelhas/caça e queijos/enchidos
PVP: 7,90€

Notas de prova do produtor: [Cor: Cereja Vermelha Aroma: Apresenta notas de frutos vermelhos e especiarias Gosto: Entrada com ataque médio, taninos macios e final de prova frutado e persistente ]

Saúde!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Dor de cabeça depois de beber vinho? Foi encontrada a solução!

Com o vinho cada vez mais na moda, a ciência investiga cada vez mais sobre este nectar e formas de ajudar o consumidor habitual. É incrível a quantidade de noticias diárias sobre o vinho realizadas pela ciência! Foi na Time que foi lançado uma notícia para todos aqueles que com alguns copos de vinho sofrem de enxaquecas. Num jantar de amigos, com conversas pela noite dentro, copo segue atrás de copo e depois só no dia seguinte transparecem os efeitos. A dor de cabeça é um dos efeitos mais mencionados pelos consumidores! Se quer aproveitar bem um momento de convivio com amigos, temos uma boa noticia: já foi encontrada a solução.

Porque surge a dor de cabeça?

Após investigação, foi concluído que os taninos do vinho aumentam a produção de serotonina no cérebro e essas mudanças provocam as dores. Nesses casos, o vinho branco é preferível para quem sofre habitualmente de enxaquecas dado que este não contempla na sua composição os taninos.

Segundo a investigação realizada, existe uma substancia no vinho denominada “tiramina” que causa as pontadas na cabeça devido ao efeito provocado na pressão arterial. No caso do vinho tinto, a situação é agravada dado que este contém histamínicos que são dificilmente metabolizados pelo nosso organismo. De forma a evitar esse efeito, foi encontrada a solução: tomar um anti-histaminico antes de beber!

Para além desta solução encontrada existem alguns truques clássicos para contornar os efeitos do alcool no cérebro. Experimente beber água intercalada com o vinho ou no final,  desta forma irá aliviar a secura provocada pelo mesmo. No final da noite, ingira uma colher de sopa de mel uma vez que a frutose do mel ajuda a metabolizar o alcool no sangue. Por fim, a solução clássica: tenha cuidado com as quantidades. Saboreie e disfrute do vinho sem exagerar nas quantidades!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Cozinhar com vinho!

Para além da habitual degustação como um acompanhamento, o vinho é uma bebida milenar bastante apreciada e utilizada igualmente como ingrediente no mundo da culinária. Com toda a complexidade do vinho, a utilização deste na gastronomia permite obter pratos sofisticados e com variadíssimos aromas e texturas. Se para os grandes chef''s o uso do vinho é intuitivo, para muitos amadores a escolha é difícil.
    Hoje trazemos umas dicas para o uso do vinho:

  1. O vinho serve essencialmente para marinar/ temperar e como liquido para cozinhar outros alimentos.
  2. Se um vinho é mau para beber então também será mau para cozinhar. Escolha sempre um vinho que poderia beber.
  3. A maioria das receitas contempla um ou dois copos de vinho por receita familiar. Pouco vinho gera pouco tempero mas o excesso de vinho poderá arruinar o prato.
  4. O vinho branco é aconselhável para vegetais, frutos do mar, peixe e carnes brancas. Dada a elevada a acidez, combina na perfeição com elementos mais adocicados.
  5. O vinho tinto é ideal na incorporação de pratos mais intensos e exigentes. Carnes mais pesadas como as de caça e as bovinas são equilibradas com a introdução de vinho tinto.
  6. Comidas ácidas como as temperadas com limão e vinagre pedem um vinho ácido como o vinho verde.
  7. Os vinhos mais doces como o vinho do porto, da madeira e o marsala, brilham nas sobremesas. No entanto, a utilização destes em pratos salgados são uma excelente opção para dar um toque agridoce ao prato.
  8. Quanto mais temperados e intensos os pratos mais encorpados e aromáticos deverão ser os vinhos.
  9. Para além dos vinhos fortificados, os espumantes doces são uma boa opção para sobremesas quer para humedecer bolos quer como para recheios e cobertura.
Quer seja um especialista ou não na cozinha, as receitas com adição de vinho são sempre especiais quando bem feitas. Quanto melhor o vinho, melhor será os aromas do prato. Para uma harmonização perfeita, experimente servir o vinho que foi utilizado na preparação do prato. Não falha!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Retsina – o vinho que sabe a árvore de natal!

Vinho com sabor a árvore de natal? Sim, é possível graças a um dos mais famosos vinhos resinados o grego “Retsina”.

Apesar de poucas vezes referido, a Grécia produz vinho desde 4000 anos a.C.! Marcando presença como um dos países do velho mundo dos vinhos, o vinho foi usado ao longo de séculos não só para festas mas também como medicamento. Em todo o país há marcas do processo de vinificação com grandes áreas de cultivo e inclusive grainhas de uvas em túmulos antigos. Atualmente o país produz com grande qualidade vinhos e cultiva mais de 250 variedade de castas.

O vinho Retsina é assim um dos vinhos gregos mais famosos do mundo que é feito através da adição de resina de pinheiro geralmente no processo de vinificação do vinho branco e rosé. Tudo começou com a introdução da resina para preservação da oxidação através do impedimento de entrada de ar. Há quem especule que a sua utilização foi também para desmotivar os romanos a roubá-lo. A verdade é que se tornou um vinho famoso e bastante apreciado no verão. Para quem ainda não provou trata-se de um vinho bastante intenso com os aromas da resina do pinheiro a dominar. Um vinho muito diferente que ou se ama ou se odeia.

No mercado podemos encontrar vinhos “resinados” mas tenha atenção “Retsina” é uma denominação apenas para os produzidos na Grécia e no Chipre. (parece a velha história do champagne/espumante). Na época de natal, com o calor da lareira e o pinheiro a brilhar, Retsina encaixa na perfeição.


Se experimentar, partilhe connosco!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Vivino - a aplicação que promete ajudar a escolher um bom vinho!

Com mais de 19 milhões de utilizadores, a aplicação Vivino tem conquistado o mundo dos amantes do vinho. Com uma biblioteca com mais de 10 milhões de vinhos, regista diariamente 300 000 pesquisas de vinho.
Vejamos algumas funcionalidades da aplicação:
  1. - Através de um pequeno scan de um rótulo, a aplicação identifica o vinho e reporta logo as classificações dos utilizadores, as informações básicas do produto, a média do preço e as notas de degustação. Esta é sem dúvida a grande bandeira deste aplicativo. Acabar com as más escolhas de vinho num supermercado. Quando estiver na dúvida para escolher um vinho, procure no Vivino as classificações. Apesar das opiniões serem subjetivas, por vezes grandes diferenças de cotação são reais. Com as notas de degustação também adquire a perceção de como será o vinho.
  2. - Permite ao utilizador fazer o registo de todas as provas de vinho, apontando as suas próprias opiniões. Com o uso contínuo da aplicação, o utilizador poderá ver no futuro o que achou de um vinho que bebeu no passado, comparando igualmente safras. Para os mais esquecidos é um ponto a favor.
  3. - Na aplicação podemos seguir vários enófilos e criar uma rede de “amigos”. Assim, diariamente podemos acompanhar o que os outros da rede provam e os seus pareceres. Se precisa de sugestões para escolher um novo vinho, basta abrir o aplicativo.

Como qualquer aplicação informática há inconvenientes.
  1. - Na utilização diária da aplicação são percetíveis erros na informação dos vinhos como o preço, região, tipo de vinhos e até castas.  
  2. - A identificação do rótulo pelo scan não é 100% garantido. Esta dificuldade gera que o mesmo vinho tenha na verdade vários perfis. Com classificações distintas, os vários perfis não permitem informação acurada.
  3. - A classificação é feita de 0 a 5 pelo que teremos vinhos com cotação 3,5 que serão ligeiramente diferentes. À semelhança de grandes revistas de renome, a escala deveria ser mais alargada para uma pontuação mais correta.
  4. - Quanto às regiões vinícolas portuguesas, a aplicação apresenta falhas. Está contemplada o exemplo “vinhos tintos do Norte” e “vinhos tintos do Douro” que partilham vinhos do Douro. Assim como vinhos tintos do sul que não faz distinção dos Alentejanos para os de Setúbal. Os vinhos brancos do sul nem sequer estão categorizados. 
Apesar de alguns inconvenientes, concluo que a aplicação é interessante e útil. Com a utilização, somos estimulados a experimentar vinhos diferentes e a não nos acomodarmos aos do costume. É uma ótima ferramenta para escolhermos um bom vinho e interagimos com outros amantes da bebida.

Se ainda não tem conta, sugerimos que experimente!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que é afinal um vinho suave?

Apesar de não ser o mais comum em Portugal, encontramos no mercado alguns rótulos com indicativo “vinho suave”. Esta terminologia para muitos é estranha! Alguns consumidores consideram que vinho suave é um vinho doce mas na verdade são termos distintos. O termo "vinho suave" é nada mais nada menos que uma categoria quanto ao teor de açúcar.  A doçura é obtida da própria uva, manipulada no processo de vinificação
Os vinhos tranquilos podem ser assim considerados quanto ao teor de doçura: secos, meio-secos, suaves e doces.
  • Os vinhos secos apresentam uma fraca perceção de doçura, geralmente têm até 5 gramas de açúcar por litro.
  • Os vinhos meio-secos apresentam pequeno traço de doçura com um nível de açúcar não superior a 20 gramas por litro. É assim uma categoria bastante abrangente em termos de doçura.
  • Os vinhos suaves podem ser tintos ou brancos e geralmente são vinhos mais frutados e com alguma doçura. Geralmente apresentam mais de 20 gramas de açúcar por litro. São assim vinhos acessíveis para quem nao consome habitualmente esta bebida e uma boa porta de entrada para quem está a entrar no mundo dos vinhos. 
  • Os vinhos doces geralmente apresentam um teor de açúcar superior a 80 gramas de açúcar por litro sendo assim considerados vinhos de sobremesa.
Os vinhos sauves são uma boa escolha para um momento descontraído com amigos e para uma escolha segura num jantar.  Dificilmente encontramos vinhos suaves desagradaveis. No entanto, em termos gastronómicos considero que a opção deve ser bem ponderada dado que este tipo de vinho não harmoniza bem com qualquer prato. Sugerimos um tinto suave harmonizado com um prato de carne branca. 
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domingo, 4 de dezembro de 2016

O que é um Porto lágrima?

Sugestão: Ferreira Lágrima 
O vinho do Porto é um dos maravilhosos vinhos fortificados mais famosos no mundo. Distingue-se pela sua complexidade, intensidade aromática e essencialmente diversidade de tipos. Há os tawny's, os ruby's, as reservas, brancos etc... Hoje vamos falar sobre os brancos.

O vinhos do Porto brancos, assim como as versões tintas, apresentam diversos estilos essencialmente associados aos graus de doçura e processos de envelhecimento. Nos diversos graus de doçura, destacamos o Porto lágrima. Estamos a falar do vinho do Porto branco com maior grau de doçura com mais de 130g de açúcar por litro. É assim um vinho do Porto realmente muito doce obtido através de lotes de idades compreendidas entre os dois e cinco anos. O nome surge das lágrimas apresentadas no copo quando é servido. A doçura é obtida devido ao facto do mosto ser pouco fermentado permitindo uma maior acumulação de açúcar. Na produção são utilizadas geralmente as castas Códega, Rabigato e Viosinho em estados bem maduros de forma a extrair os aromas frutados e intensos necessários. De cor predominante dourada e com textura licorosa, caracteriza-se com um toque de mel, um paladar irresistível.

É sempre relevante lembrar que podemos encontrar no mercado vinhos do Porto com o rótulo “doce”. Estes vinhos do Porto não são lágrima! Estamos a falar de vinhos com níveis de açúcar inferiores ao Lágrima.

Quando e como servir?

Dada a sua doçura é recomendável que o Porto lágrima seja servido entre 8ºC e 10ºC. É excelente para acompanhar entradas mas é com as sobremesas que brilha! A sua doçura harmoniza na perfeição com belíssimos pratos doces. Como qualquer outra garrafa deve ser guardada em local fresco, seco e ao abrigo da luz.


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Produção de vinho na Virgínia dispara!

O estado Virgínia bateu este ano o recorde na produção de vinhos! Com um total de 300 vinícolas, mais de 6,6 milhões de garrafas vendidas e 1,2 mil hectares de vinha, já é o quinto maior estado produtor de uva do país.
Para além da produção de vinho, a região tem apostado no enoturimo, registando mais de 285 projetos para turistas. Esta fatia de mercado já gera 750 milhões de dólares no mercado do turismo. Revistas como Wine enthusiast, USA today e Food & Wine Magazine, elegeram a Virginia como o melhor destino de enoturismo dos EUA. São destacadas as paisagens belíssimas e românticas da região e os eventos realizados.
Recentemente, também temos vindo a verificar um crescimento em termos qualitativos dos vinhos da Virgínia. Diversas vinícolas da região têm sido destacadas e premiadas por grandes revistas de renome. Segundo o parecer de muitos especialistas os vinhos da Virgínia são mais parecidos com os do velho mundo do que dos vinhos da Califórnia e concorrem diretamente com os vinhos de Bordeaux e Barolos. As castas utilizadas na região são as francesas como o Chardonnay e o Pinot Noir.

Sim, há mais vinhos nos Estados Unidos da América para além da Califórnia! O crescimento da enologia na América é visível mas ainda têm que enfrentar a grande concorrência do velho mundo europeu. O investimento em métodos vinificação modernos e a contratação de enólogos europeus têm ajudado a ascensão da região vinícola.